
Atualizada às 19h37 A empresa de lazer Négone investiu mais de 16 milhões de euros para criar esta prisão de máxima segurança tecnológica, localizada nas imediações do estádio Santiago Bernabéu. O objetivo do jogo é simples: escapar através dos labirintos das dependências carcerárias solucionando problemas de adivinhações e superando obstáculos físicos. Falhas ou a demora podem delatar a presença do presidiário fugitivo que terá de prestar a máxima atenção na corrida contra o relógio para não ser detectado e eliminado do jogo.
Um pequeno console eletrônico nas mãos e as explicações de um guia virtual são as únicas ferramentas que o jogador dispõe para fugir, atravessando os três andares da prisão de quatro mil metros quadrados, com decoração futurista e efeitos sonoros e visuais que se alternam. "Vários momentos do jogo são realmente inquietantes, como a fumaça, as luzes, o ruído...Além do que as perguntas são bastante complicadas. Não é nada fácil sair dali", disse José Ramón, de 26 anos, depois de sair da atração.
A equipe responsável pelo projeto calcula que "La Fuga" receberá cerca de 100 mil visitantes no primeiro ano e devem ser jogadas aproximadamente 200 mil partidas, por preço entre 12 e 15 euros cada. No primeiro ano, o jogo renderia quase 4 milhões de euros. Madri, porém, não deverá ser a única cidade com presídio virtual. A Négone pretende iniciar sua expansão, com investimentos de 15 milhões de euros, em um centro em Nova York no final de 2006.
Em 10 anos, o grupo quer abrir 60 espaços para o jogo em cidades como Los Angeles, Berlim e Hong Kong.
Reuters
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Jogador tenta escapar no game "real" da empresa espanhola
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