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Terça, 1 de novembro de 2005, 10h49 Atualizada às 11h41

Livro dá dicas para sobreviver a ataque de robôs

Um novo livro de um aluno do Instituto de Robótica da Universidade Carnegie Mellon está destinado a ficar famoso fora dos laboratórios da afamada escola de robótica. E não se trata de um romance sexy, nem de um olhar investigativo sobre os laços do instituto com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos: é um guia bem-humorado para combater e sobreviver a uma rebelião de robôs.

"Desde uma torradeira até o Exterminador, qualquer máquina poderia se rebelar, por isso é tão crucial aprender sobre a força e as fraquezas de cada robô inimigo", avisa o autor, Daniel H. Wilson, em How to Survive a Robot Uprising: Tips on Defending Yourself Against the Coming Rebellion (numa tradução livre, Como sobreviver à Revolta dos Robôs: Dicas de Proteção contra a Rebelião que Virá).

O que torna o livro muito legal - e diferente de outros guias de sobrevivência - é que Wilson é um roboticista de verdade, que obteve seu Ph.D. na Carnegie Mellon no mês passado. Enquanto seus cenários são estranhos - descrevendo ataques de robôs humanóides, alguns com caudas apavorantes, outros que podem escalar paredes ou nadar -, a pesquisa a respeito de como construir e atacar as criaturas robóticas é inteiramente real.

A mensagem do livro - hilária, mas baseada em fatos - é exatamente o que alguns cientistas temem. Roboticistas costumam ser quietos, acostumados a trabalhar reclusos em coisas obscuras que a maioria de nós não entende, portanto, a última coisa que eles querem é um "choque" de publicidade sobre, digamos, robôs matadores. Mesmo falsos robôs matadores.

O escritor Wilson, 27 anos, teve uma prova desse receio quando fotógrafos de uma revista tentaram encontrar robôs para fotografar ao lado dele nos laboratórios da Carnegie em Oakland. A maioria dos roboticistas não quis ter seus robôs fotografados, e Wilson teve que cobrir todos os logos de identificação em uma das máquinas antes de posar ao lado dela.

"Este é um medo compreensível. A maioria das pessoas que tem robôs enormes, assustadores, não quer publicidade negativa associada a eles - mesmo na Carnegie Mellon", disse Wilson ao Post-Gazette.com.

O livro de 178 páginas é destinado claramente para a seção de humor: as ilustrações mostram figuras robóticas de videogames da velha escola "torrando" humanos com seus raios laser. É recheado de linguagem de filmes B sobre "a nefasta mente robótica", e as dicas de sobrevivência estão mais perto do humorístico The Onion do que de um livro de ciência. Veja, por exemplo, uma dica para saber se um novo conhecido é uma pessoa real ou um robô humanóide: Seu amigo tem o cheiro de uma nova bola de futebol?

O agente de Wilson vendeu os direitos do livro para a Paramount antes mesmo de a obra estar terminada, e o roteiro já está sendo escrito pelos dois atores-roteiristas da comédia Reno 911, Ben Garant e Thomas Lennon. Wilson disse estar "realmente excitado" com a idéia do filme, supostamente uma paródia dos filmes de robô, assim como o livro. "Escrevi isso como uma brincadeira, uma comédia, mas é um veículo para ensinar às pessoas mais coisas sobre robôs. É um livro de humor, o que ele conta não é real. Ainda.", diz Wilson.

Redação Terra

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"De uma torradeira até o Exterminador, qualquer máquina pode se rebelar", prega o autor

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