
Atualizada às 16h58
A mudança significa a estréia, na prática, do projeto do Google de digitalizar milhões de livros das bibliotecas de quatro grandes universidades - Stanford, Harvard e Michigan, nos Estados Unidos, e Oxford, na Inglaterra - e a Biblioteca Pública de Nova York. O Google não diz o número total de obras completas disponíveis, segundo a Associated Press, e a maior parte do conteúdo aparece em inglês.
O projeto é polêmico e gerou, além de processos contra o Google por parte de escritores e da Author's Guild (que reúne mais de 8 mil escritores) e a franca oposição do governo francês ao projeto, potenciais concorrentes, como a biblioteca digial OCA do Yahoo, que conta com o apoio da Microsoft. Até mesmo as editoras alemãs cogitam criar sua própria biblioteca online.
O Google informou que o material oferecido representa "uma pequena fração da informação que será finalmente disponibilizada como resultado do Google Print". A companhia não informou como responderá às questões de direitos autorais se seguir adiante com seus planos de oferecer versões on-line de outros livros. O site informou nesta semana em seu blog que irá retomar a busca por trabalhos ainda não protegidos por direitos autorais.
"Qualquer pesquisador ou estudante, em Nova York ou Nova Délhi, pode agora pesquisar e aprender com esses livros que estavam antes disponíveis apenas em bibliotecas", disse Susan Wojcicki, vice-presidente de administração de produtos no Google, à agência Reuters
Na versão inicial do Google Print, os usuários podiam buscar trechos de livros inteiros, escaneados pelo site e ter acesso a uma ficha-catálogo com alguns trechos breves no contexto de sua busca. "Os usuários só poderão ver mais sobre qualquer livro que encontrarem se este não estiver protegido por direitos autorais ou se o editor tiver dado sua permissão explícita para mostrar páginas inteiras de uma parte limitada do livro", informou o Google.
Redação Terra
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