
"Uma tendência essencial nos últimos dois ou três anos é a pirataria organizada, que se tornou negócio legítimo em determinados países", disse Duncan Brown, diretor consultivo da IDC.
O estudo, que cobre 70 países responsáveis por 99% dos investimentos mundiais em tecnologia da informação, afirma que uma redução mundial da pirataria de software entre 10 e 25% poderia gerar 2,4 milhões de empregos e US$ 400 bilhões em crescimento econômico.
A batalha contra a pirataria de software vem obtendo sucesso relativo nos últimos 15 anos, com o índice de pirataria caindo a 35% na Europa ante quase 80% em 1992, quando as autoridades européias adotaram legislação especial. Ainda assim, um índice de pirataria de 35% continua a ser mais de vinte vezes superior à porcentagem que o setor de varejo perde em roubos de lojas, disse Beth Scott, vice-presidente da BSA na Europa.
Segundo ela, embora a pirataria de software "roube" uma cópia, e portanto seja diferente do roubo de bens materiais, ela tem efeito real sobre a economia ao reduzir a receita e limitar a capacidade do setor de software para investir em produtos. "Algumas empresas sabem que estão perdendo 40 por cento de seus negócios. Se fossem capazes de recuperar essas perdas, poderiam empregar mais gente", diz.
Dominique Pouliquen, presidente-executiva da Realviz, produtora francesa de software de imagem, estima que sua empresa perca até 50% do que poderia vender. "Sem a pirataria, nossa receita poderia aumentar entre 30% e 50%. No mínimo, teríamos novas verbas para desenvolvimento e contratação de mais sete ou até dez pessoas no setor de pesquisa e desenvolvimento", afirmou.
Reuters
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