
Ele comparou a ameaça potencial das capacidades de busca do Google a passados concorrentes como o browser de Internet Netscape e a linguagem de programação Java, da Sun Microsystems. "Eu jamais conseguirei mudar a opinião da imprensa sobre a empresa quente do momento, como tema de reportagem. O Google vem em primeiro lugar, e a Apple em segundo. É uma pena, para a Nokia, Sony e todas as demais empresas", afirmou.
O Google, que tenta se expandir para além de sua posição dominante no mercado de buscas, oferece diversos serviços de software online que variam de comunicações a comércio eletrônico, todos os quais representam potenciais ameaças para a Microsoft. Enquanto investe pesadamente em tecnologia de busca para contestar o domínio do Google nas buscas em máquina e na Internet, a Microsoft perdeu alguns de seus executivos de primeiro escalão para o concorrente.
As ações do Google estão em alta vertiginosa desde a abertura do capital da empresa, em agosto de 2004, o que confere ao grupo capitalização de mercado da ordem de US$ 123 bilhões, atualmente, quase o valor da IBM. Em contraste, o preço das ações da Microsoft está estagnado há cinco anos.
Perguntado se o Google representava a mais formidável ameaça na história de sua empresa criada há 30 anos, Gates respondeu com um seco "não". "A maior empresa do setor de computação é de longe a IBM. Tem quatro vezes mais funcionários e receitas superiores às nossas. Ela sempre foi nossa maior concorrente. A imprensa simplesmente não gosta de escrever sobre a IBM", disse Gates.
Reuters
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AP
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