CES 2006

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CES 2006

Sexta, 6 de janeiro de 2006, 12h13

Indústria aposta em integração de conteúdo em redes domésticas

Scott Hillis

Quando as pessoas pensam em bens eletrônicos de consumo, a palavra "semicondutores" provavelmente não é uma das primeiras que lhes ocorre. Mas fabricantes de chips para computadores são uma das principais forças de apoio à integração de eletrônicos e mídia digital portátil em redes, o que constitui um dos temas dominantes deste ano na Consumer Electronics Show (CES), a maior feira mundial de eletrônica, em Las Vegas.

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    Embora as marcas de consumo como Apple, Sony e TiVo é que atraiam os compradores, a magia eletrônica de seus produtos é propiciada por pequenas peças de silício que processam, armazenam e transmitem uma infinidade de coisas, de canções a planilhas.

    No passado satisfeitas em manter presença discreta na CES, as fabricantes de chips agora querem mais destaque no evento, como parte dos esforços para ir além dos simples processadores e promover o conceito de "plataformas" - pacotes que incluem quase tudo que é necessário para se criar um produto digital: chips, software e esquemas de montagem. "Acreditamos que 2006 seja realmente o começo dessa convergência sobre o qual temos falado há tanto tempo", disse Hal Speed, executivo de marketing da Advanced Micro Devices, a segunda maior fabricante de processadores para computadores.

    "A discussão nos últimos anos vinha tentando determinar se os fabricantes de computadores ou os fabricantes de eletrônicos vencerão a disputa, e a AMD diz que ambos sairão ganhadores. Nós, no setor de computadores, podemos colaborar com a indústria eletrônica e propiciar a melhor experiência para o usuário", afirma.

    Na quinta-feira, o presidente-executivo da Intel, Paul Otellini, delineou o novo projeto "Viiv", que a empresa criou para tirar o computador pessoal do escritório e levá-lo à sala de estar, tornando as máquinas mais fáceis de usar para os consumidores.

    "Para que possamos cumprir essa promessa, é preciso integrar a capacidade dos televisores de telas grandes à dos computadores pessoais e à Internet. Trata-se de uma combinação de hardware e software que gerará a experiência de novas mídias", afirmou Otellini.

    A Intel também afirmou que vai integrar o serviço de busca de vídeos do Google no projeto Viiv, dando à plataforma um impulso de uma das companhias de tecnologia mais importantes atualmente. "Com a explosão das escolhas de entretenimento digital, os consumidores precisarão de maneiras simples para localizar o conteúdo que querem e executá-lo quando preferirem", disse o vice-presidente do grupo de casa digital da Intel, Kevin Corbettof, em comunicado.

    Reuters

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