
Com um aceno de sua mão direita, Amal Graafstra, empresário canadense de 29 anos, abre a porta da frente de casa. Com a outra ele acessa seu computador. Pequenos chips de identificação por radiofrequência (tecnologia conhecida como RFID) implantados nas mãos de Graafstra por um cirurgião tornam tudo isso possível. O chip RFID é menor que um grão de arroz e pode durar até cem anos.
"Eu simplesmente não quero deixar de ter acesso às coisas que eu preciso. No pior cenário, se eu estou nu no meio da rua, eu quero simplesmente poder entrar na minha casa", afirmou o empresário em entrevista em Nova York, onde está promovendo a tecnologia.
Os chips RFID, que custam cerca de US$ 2, interagem com um aparelho instalado em computadores e outros dispositivos eletrônicos. Os microprocessadores são ativados quando ficam a três polegadas de distância de um aparelho receptor de sinais que o identifica. Este receptor pode ser encontrado nos EUA por até US$ 50.
Graafstra afirma que pelo menos vinte de seus amigos fãs de tecnologia têm implantes RFID. "Eu não sinto. Não machuca. E quase nem percebo que ele está implantado", afirma Jennifer Tomblin, estudante de marketing de 23 anos e namorada de Graafstra.
Reuters
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