
O programa, desenvolvido por uma empresa chamada SmartOrg, marca uma tendência crescente no mercado de software de inteligência empresarial, ou seja, aplicativos que prevêem o impacto financeiro de futuras decisões. "Há diversos planos excelentes em estudo e só podemos realizar um ou dois deles", diz Morales. "É preciso uma solução rápida e ágil para determinar o que tem o maior potencial".
Tradicionalmente, as grandes empresas usam software de fornecedores importantes como Business Objects, Cognos ou Hyperion Solutions para garimpar a montanha de informações contidas em seus bancos de dados e empregam os dados organizados para detectar padrões e tendências de mercado.
Mas os analistas dizem que aplicativos que de fato respondem perguntas, em lugar de apresentar a montanha de dados, são o principal fator de crescimento num mercado que deve aumentar 10% em 2006, ou mais ou menos duas vezes mais que o ritmo do setor de software empresarial como um todo.
"Cada vez mais vemos desenvolvimento de aplicativos que permitirão alguma forma de ação", disse Brendan Barnacle, analista da Pacific Crest Equities. "No momento, são parte relativamente pequena do mercado, mas claramente apontam um caminho para o futuro. Eles são o próximo estágio na busca por informação de negócios".
Os analistas dizem também que à medida que as empresas compreenderem que esse tipo de software é capaz de gerar mais que apenas dados, a demanda por essas ferramentas crescerá. Isso atrairá mais atenção ao mercado e pode gerar uma maior consolidação do segmento.
Barnacle acredita que as principais empresas de softwares de inteligência nos negócios (BI, na sigla em inglês) deverão fortalecer suas posições adquirindo companhias menores, enquanto os líderes do mercado, como a Oracle e a IBM buscarão vantagens competitivas em áreas especializadas. O presidente da Business Object, John Schwarz, cuja companhia vem sendo alvo de rumores de venda para a Oracle, afirmou que muitas empresas ainda não utilizam ferramentas de BI, o que demonstra que esse mercado oferece muitas oportunidades.
Segundo Schwarz, ferramentas que predizem tendências de negócios e respondem perguntas específicas sobre o futuro representam uma área de grande interesse, mas ainda não geram uma boa soma em faturamento.
Em vez disso, esse tipo de aplicativo, que geralmente é excluído do foco da empresa, normalmente se torna referência, contribuindo para convencer as empresas sobre a importância dos programas de BI.
"A análise de previsão é a ponta sexy do mercado de inteligência corporativa, o que é útil na hora de vender essas ferramentas de alto valor para os presidentes das empresas", Schwarz disse à Reuters.
Mesmo assim, John Hagerty, que acompanha os fabricantes de softwares de BI para a AMR Research, acredita que os usuários estão começando a demandar ferramentas que ajudem a adivinhar o futuro como parte de uma sede insaciável por mais informações a respeito de seus negócios.
Como no caso da HP, afirma ele, as empresas querem mais do que a capacidade de fazer as perguntas certas, elas querem uma tecnologia que faça isso por elas.
"Estamos vendo um grande acordar das empresas para tomar decisões no presente", disse Hagerty. O mantra para muitas está se tornando: "diga-me o que eu quero e como faço para conseguir".
Reuters
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