Os editores de imprensa reclamaram que, atualmente, os sites de busca "exploram o conteúdo" dos jornais "sem entregar uma compensação razoável aos proprietários dos direitos autorais", afirmou a AMJ em comunicado.
O presidente da AMJ, Gavin O''Reilly, afirmou que os sites de busca da internet apostam cada vez mais em oferecer conteúdos de editores e jornais na rede sem pagar nada em troca.
"Os sites de busca não são uma nova espécie de benfeitores sociais que distribuem gratuitamente informação. São organizações comerciais com fins lucrativos", disse.
Junto com organizações mundiais de editores, a AMJ estudará as possibilidades para fazer valer seus direitos ao reconhecimento de um artigo, assim como "a remuneração" devido a sua inclusão nos sites de busca da internet.
As organizações analisarão as normas políticas para formalizar a relação comercial entre os autores e os sites de busca, e para isso prevêem se reunir com o comissário europeu de Mercado Interno e Serviços, Charlie McGreevy, e com a comissária da Sociedade da Informação, Viviane Reding.
A AMJ aproveitou para criticar a atitude de alguns dos grandes da internet "frente aos pedidos de censura de regimes repressivos", em uma velada referência à posição adotada pela Google na China.

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