Atualizada às 12h14
"Essas são máquinas novas, que nunca fizeram isso antes", explicou. "Trata-se de uma plataforma de distribuição que está se popularizando entre os crackers", explicou.
Segundo Judge, o total de novos bots (termo usado para se referir a esses computadores "seqüestrados") chegou a 250 mil por dia em novembro do ano passado e tem se mantido neste nível.
Spam
Pode ser difícil identificar quais micros fazem parte dessas redes de bots, já que alguns são programados para enviar apenas algumas mensagens por hora. Mas, com milhares de computadores conectados à rede, a quantidade de e-mails indesejados enviados é enorme.
Com o crescimento dessas redes "zumbis", explica Judge, tem havido uma divisão do trabalho por especialidades. Algumas pessoas criam as redes, enquanto outras as alugam aos anunciantes.
Há ainda os encarregados de escrever o texto do spam, além daqueles que monitoram o spam para tentar impedir que essas mensagens sejam contaminadas com vírus.
De acordo com o pesquisador em segurança Christopher Boyd, do Facetime Security Labs, há guerras na Internet envolvendo crackers que controlam diferentes redes de bots (também chamadas botnets).
Uns tentam roubar computadores da rede dos outros, ou mesmo tomar o controle de toda a rede. A maioria dos zumbis são recrutados por meio de vírus e outros programas de invasão de sistemas, chamados trojans.
Vírus
Guillame Lovet, da equipe de resposta a ameaças na Internet da empresa de segurança Fortinet, diz que as estatísticas comprovam que grande parte dos vírus que circularam na rede em 2005 foram programados para recrutar bots.
Vírus como o MyTob e outros que surgiram na primeira metade do ano passado faziam uma varredura da Internet em busca de computadores vulneráveis a serem adicionados às fileiras das redes de zumbis.
Essas botnets são usadas por redes de distribuição de pornografia e conteúdo ilegal, envio de phishing (mensagens que tentam ludibriar o internauta a fornecer seus dados bancários ou de cartão de crédito) ou para tirar sites do ar para extorquir seus proprietários pedindo recompensa.
Alguns casos chegaram à Justiça americana, revelando que a atividade dos donos de redes de zumbis pode ser bastante lucrativa.
As autoridades dos Estados Unidos acusam, por exemplo, o californiano Christopher Maxell e dois cúmplices. Eles teriam embolsado US$ 100 mil ao bombardear computadores com anúncios em formato pop-up (pequenas janelas que se abrem automaticamente no navegador).
BBC Brasil
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