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Sexta, 24 de fevereiro de 2006, 11h38

Produtora de jogos multiplayer abertos atrai Hollywood

Produtores de Hollywood estão cada vez mais interessados na Multiverse, uma empresa iniciante que produz videogame multiplayer online (MMO) por uma fração do custo tradicional. Os cineastas James Cameron e Jon Landau mostraram interesse na empresa ao entrarem para o conselho de diretores da companhia.

O co-fundador da Multiverse, Bill Turpin, disse que Cameron pretende lançar um videogame MMO antes da estréia de um filme relacionado, informou a Hollywood Reporter. Os jogos MMO são mundos virtuais onde os jogadores podem interagir entre si enquanto disputam desafios em tempo real pelo preço de cerca de US$ 15 por mês.

A Multiverse, que fornece gratuitamente sua tecnologia, permite que desenvolvedores eliminem taxas de licenciamento em troca de uma participação em qualquer receita que o título gere.

Turpin disse que está negociando com uma rede de televisão para lançar um jogo MMO que permitirá aos telespectadores continuarem ligados aos personagens de um programa mesmo entre temporadas.

O mercado é dominado pela Sony Online Entertainment, NCSoft e Blizzard e não é para amadores. Turpin citou números da indústria que mostram que um jogo da categoria custa entre US$ 20 milhões e US$ 55 milhões para ser produzido e pode levar até quatro anos para ser lançado. E muitos deles não são bem sucedidos.

Mas, em caso de sucesso, os rendimentos com um título podem ser recompensadores. Turpin disse que o game World of Warcraft, da Blizzard, por exemplo, tem 5,5 milhões de assinantes que pagam mensalmente cerca de US$ 16 para terem acesso ao mundo virtual da empresa. Somada, essa receita corresponde a um faturamento mensal de US$ 50 milhões.

A Multiverse oferece a possibilidade de que qualquer pessoa dona de um endereço IP crie um jogo MMO por até US$ 10 mil e na metade do tempo. A empresa faz isso por meio de tecnologia de padrões abertos que pode ser ampliada. Os criadores de jogos ainda podem hospedar seus próprios mundos virtuais e usar as ferramentas da Multiverse para organizar pagamento e cobrança de assinaturas.

Reuters

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