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Sexta, 3 de março de 2006, 15h57

Finlândia estudará efeito de radiação de celular na pele

O órgão de controle de radiação na Finlândia vai estudar os efeitos de celulares sobre proteínas humanas por meio de testes diretos da pele de voluntários. O objetivo é saber se as transmissões sem fio podem afetar a saúde.

Um estudo-piloto, que será conduzido na próxima semana, vai expor uma pequena área da pele do braço de voluntários à radiação emitida por celulares durante uma chamada longa, de cerca de uma hora, disse o professor pesquisador, Dariusz Leszczynski, na sexta-feira.

Depois, os pesquisadores vão tirar uma amostra da pele exposta e comparar com outra retirada antes do recebimento da radiação, explicou Leszczynski à Reuters.

Amostras de células usadas em testes laboratoriais anteriores executados pela Radiation and Nuclear Safety Authority eram todas de mulheres e para manter a consistência dos dados, 10 voluntárias serão utilizadas no novo estudo. Todas as mulheres que serão pesquisadas fazem parte do órgão finlandês de controle de radiação.

Em exames anteriores, o grupo de Leszczynski descobriu evidências de que a radiação de celulares causa mudanças em nível celular como encolhimento, mas ele informou que ainda é impossível dizer se isso tem efeito significativo sobre a saúde.

"As células funcionam de uma maneira diferente quando estão no corpo ou em laboratório. Agora nós queremos confirmar se a radiação causa mudanças nas células em humanos também", disse o pesquisador.

Os resultados do levantamento devem ser divulgados no final deste ano e a equipe de Leszczynski espera mostrar se a radiação tem algum impacto sobre a barreira natural do corpo que impede toxinas e outras proteínas perigosas que podem estar na corrente sanguínea de atingirem células do cérebro.

Alguns pesquisadores suspeitam que o câncer cerebral tem se tornado mais comum como resultado do uso de celulares, mas não há clara evidência que apóie isso, disse Leszczynski.

"Se proteínas daninhas chegam ao cérebro, isso pode ter uma relação indireta com o câncer, mas isso é pura especulação", acrescentou o cientista.

A Finlândia ¿ sede da maior fabricante de celulares do mundo, a Nokia ¿ tem um dos mercados de telecomunicações mais desenvolvidos do mundo. Quase toda a população finlandesa tem um telefone móvel.

Reuters

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