
Atualizada às 17h54 Em seu primeiro post, a autora escreveu: "Sou mulher, iraquiana e tenho 24 anos. Sobrevivi à guerra. Isso é tudo o que vocês precisam saber. É tudo o que importa nesses dias de qualquer forma". Logo depois ela explicou como perdeu o emprego em uma empresa de software de computadores quando foi dito que era muito perigoso para ela ir ao trabalho.
O diário online foi reunido e publicado pela Editora Marion Boyars em 2005, e o livro conseguiu entrar na lista anual para o prêmio Samuel Johnson na categoria não-ficção contemporânea. O vencedor ganha 30 mil libras (US$ 53 mil). Uma porta-voz da editora, que conhece a identidade de Riverbend, disse que uma segunda edição de "Baghdad Burning" deve ser lançada em abril ou maio deste ano.
Em sua última nota colocada no site www.riverbendblog.blogspot.com, com data de 18 de março de 2006, Riverbend reflete sobre como o Iraque mudou desde a invasão liderada pelos Estados Unidos, em março de 2003. Como muitos outros, ela está mais preocupada com a crescente divisão entre as seitas sunita e xiita do Islã, uma divisão que ela disse que praticamente não existia em sua infância. Essa divisão agora está alimentando a violência que vem sendo descrita por alguns como uma guerra civil. "Mesmo os críticos mais cínicos da guerra não poderiam imaginar que o país estivesse tão ruim três anos depois da guerra... Que Deus nos proteja de um quarto ano."
Também na lista de 19 títulos ao prêmio estão "Untold Stories", de Alan Bennett, "Bad Faith", de Carmen Callil, "The Cold War", de John Lewis Gaddis, e "Mozart''s Women", de Jane Glover. O vencedor do Prêmio Samuel Johnson da BBC Four será anunciado em Londres em 14 de junho.
Reuters
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