
Atualizada às 17h28 Para Roberto Prado, Gerente de Estratégia de Mercado da Microsoft Brasil, a presença da empresa no evento é um reconhecimento da necessidade de interoperabilidade. "O modelo atual do software é heterogêneo, e precisamos encontrar um modelo de coexistência", revelou Prado dizendo que a tendência da indústria do software é pela abertura dos códigos fontes.
Segundo ele, a Microsoft precisou passar pelo processo de entender o que é o software livre e agora está trabalhando para uma aproximação com a comunidade. "Estamos aqui justamente para tentar corrigir o termpo perdido", revelou Prado.
César Brod, da Cooperativa de Soluções Livres SOLIS, diz acreditar que o debate é um reconhecimento da força que o movimento do software livre tem no Brasil. "A comunidade sente que venceu contra a gigante que é a Microsoft," disse. "O modelo de negócios está mudando, e a Microsoft também está percebendo isso," revelou Brod.
O debate foi marcado pela intervenção do fundador da Free Software Foundation, Richard Stallman, que bradava o slogan libertas quae sera tamen (liberdade ainda que tardia). "Não pela atitude da Microsoft, mas para apoiar o colega Brod," disse Stallman.
Para ele, a atitude da Microsoft é apenas uma maneira de distrair o público das verdadeiras questões do software. "Eles querem que a gente esqueça o fato de que o que eles fazem não está ok", contestou Stallman dizendo que o foco do debate deveria estar em abandonar por completo o software proprietário e abraçar as soluções livres.
Redação Terra
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Bruno Maestrini/Redação Terra
Funcionários da Microsoft falam no fórum sobre software livre
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