Software permite que depois de modelados virtualmente, os órgãos sejam fisicamente prototipados com equipamentos industriais.
Foto: Divulgação
O InVesalius, como foi batizado o aplicativo, utiliza dados obtidos em exames de tomografia e ressonância magnética para criar modelos 3D da estrutura a ser analisadas. A imagem pode ser transformada depois em um modelo físico. "Mais de 450 intervenções cirúrgicas já foram realizadas com base nos processos de modelagem do InVesalius", disse o responsável pelo desenvolvimento do programa, Ailton Santa Bárbara, engenheiro eletrônico do CenPRA, à Agência Fapesp.
O programa é utlizado principalmente para estruturas como crânios, mandíbulas e sistemas vasculares. "O software foi projetado para as áreas bucomaxilofaciais e de reconstrução craniofacial, mas pode ser aplicado em qualquer estrutura do organismo humano", disse o pesquisador.
Depois da geração do modelo em 3D no computador, é possível, através de uma máquina injetora, fazer um protótipo. O equipamento é o mesmo utilizado produção de peças industriais para veículos. "A imagem do modelo tridimensional do InVesalius é esculpida com precisão milimétrica. Com a réplica, que pode ser feita em náilon ou em gesso, o cirurgião vai para a cirurgia com muito mais confiança", segundo Santa Bárbara.
Segundo o engenheiro, somente em alguns casos é necessário replicar um órgão em tamanho natural. Os modelos em 3D já dão um detalhamento de estrutura suficiente para muitas operações.
O aplicativo é gratuiuto e de domínio público. Para baixar o InVesalius, acesse o site http://www.cenpra.gov.br/promed/software.htm.
- Redação Terra


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