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Anunciantes britânicos boicotam rede social após suicídio de jovem

Pai da jovem Hannah Smith disse que ela foi insultada e ameaçada que recebeu em seu perfil na rede social Ask.fm

8 ago 2013
15h15
atualizado às 16h53
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Anunciantes britânicos retiraram nesta quinta-feira sua publicidade da rede social Ask.fm depois que uma adolescente de 14 anos se suicidou por sofrer bullying através do portal, algo que indignou o país e o primeiro-ministro, David Cameron.

Foto: Reprodução

Hannah Smith foi achada sem vida na sexta-feira passada como consequência, segundo seu pai, dos insultos e ameaças que recebeu em seu perfil na rede social "Ask.fm", portal no qual os usuários colcoam perguntas e resolvem dúvidas de forma anônima.

Após encontrar as mensagens ofensivas contra sua filha, Dave Smith iniciou uma campanha no Facebook para pedir maiores controles no portal contra o anonimato de seus usuários, uma iniciativa que conseguiu o apoio de 30 mil pessoas em quatro dias.

Mas o golpe de efeito para os anunciantes veio nesta quinta com as declarações de Cameron na rede pública BBC, onde se mostrou inflexível com os gerentes das redes sociais, que devem "modificar suas normas e mostrar um pouco de responsabilidade".

"Não é aceitável o que ocorre nessas páginas. Se os portais não modificarem suas normas e não se prepararem melhor para estes casos então nós, como membros, temos que deixar de usar estas redes sociais e boicotá-las", afirmou o premiê.

Após a polêmica gerada, alguns anunciantes, como a ótica Specsavers, Vodafone e Save the Children, retiraram seu apoio ao Ask.fm, enquanto outros portais que incluem publicidade do site, como o domínio do jornal sensacionalista The Sun, estão recebendo pressões para que também se afastem.

Os responsáveis pelo Ask.fm, cuja base fica na Letônia, disseram em comunicado que "agiram imediatamente" para retirar os comentários ofensivos à adolescente e que ficarão "encantados de colaborar" na investigação aberta pela Polícia de Lecestershire (Inglaterra), de onde Hannah era originária.

O caso da adolescente de 14 anos gerou debate no Reino Unido em um momento em que o governo de coalizão entre conservadores e liberal-democratas vigiam de perto a atividade na internet e muito especialmente seu impacto em menores.

No dia 22 de julho o Executivo anunciou que os provedores de internet no país bloquearão por defeito o acesso a páginas pornográficas a seus clientes, que só poderão recebê-las se desativarem esses filtros, como medida para "proteger as crianças", segundo Cameron.

EFE   

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