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Após ataques, Serpro garante que sistema não é vulnerável

22 jun 2011
15h59
atualizado às 16h10
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Claudia Andrade
Direto de Brasília

Após o ataque aos sites da Presidência da República e do governo brasileiro na madrugada desta quarta-feira, o diretor-superintendente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganotto, garantiu que "de forma alguma o sistema é vulnerável". Segundo ele, as tentativas de ataque aos sites oficiais são constantes, assim como o processo de segurança. Ele informou que esse foi, em volume, o maior ataque já registrado, chegando a 2 bilhões de acessos durante o ataque e 300 mil acessos simultâneos. Esse já foi a terceira tentativa de ataque aos sistes oficiais, sendo o primeiro em janeiro e o segundo em março.

Grupo Lulz Security assumiu a autoria dos ataques aos sites oficiais
Grupo Lulz Security assumiu a autoria dos ataques aos sites oficiais
Foto: Reprodução

Questionado se daria nota dez ao sistema, ele respondeu: "dez não existe no mundo, em nenhum lugar, mas estamos muito perto disso". Segundo Paganotto, houve uma nova tentativa de ataque nesta tarde ao site da Receita Federal, entre 12h30 e 13h. Tanto o site da Receita quanto o da Presidência são os mais visados, segundo o superintendente. Ele destacou que não houve invasão aos sites, mas que os hackers só fizeram que as páginas ficassem lentas. Ele afirma ainda que a iniciativa de tirar os sites do ar foi do próprio Serpro, já que as páginas estavam muito lentas.

Os ataques foram assumidos por membros brasileiros do grupo hacker Lulz Security, que também tiraram do ar por alguns minutos o site da Petrobras na tarde desta quarta-feira. Em seu site na internet, o grupo brasileiro afirma que sua missão "é declarar guerra aberta contra todos os governos, bancos e grandes corporações do mundo. Eles estão convocando todos os hackers do mundo para se unirem ao propósito. O objetivo é expor corrupção e segredos obscuros". E faz ameaça: "Imagine ver o orçamento sigiloso para a Copa do Mundo sendo exposto contra a vontade do governo brasileiro".

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Fonte: Terra
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