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Curso de idiomas online permite que usuários ensinem novas línguas

Duolingo usa o crowdsourcing - o conhecimento da "multidão" na internet - para criar novos cursos de idiomas. Novas opções podem ir do chinês e russo até a línguas fictícias, como Klingon

9 out 2013
12h00
atualizado em 13/10/2013 às 18h39
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A plataforma de ensino de idiomas Duolingo lançou nesta quarta-feira o Language Incubator, uma ferramenta que permite que os próprios usuários criem cursos de línguas colaborativamente. Desta forma, na teoria, os usuários brasileiros poderão aprender qualquer idioma na plataforma, que hoje disponibiliza apenas o curso de inglês para falantes de língua portuguesa.

Ferramenta de crowdsourcing permitirá a criação de novos cursos de idiomas
Ferramenta de crowdsourcing permitirá a criação de novos cursos de idiomas
Foto: Divulgação

Criada pelo empresário e matemático guatemalteco Luis Von Ahn, o Duolingo é uma plataforma de ensino de idiomas em que o usuário não paga nada para estudar: ele só precisa usar o conhecimento adquirido no próprio serviço para ir traduzindo trechos de textos da internet durante a aprendizagem, como contrapartida pelo curso. 

A ideia por trás é simples: uma pessoa ou uma empresa precisa traduzir uma página da internet ou um texto e envia o conteúdo para o Duolingo. Esse texto é colocado na plataforma de ensino para que os alunos façam a tradução para praticar o idioma que estão aprendendo. Quando o documento estiver completamente traduzido, o Duolingo devolve o conteúdo ao cliente, que paga pelo trabalho. Isso livra a plataforma de mensalidades e anúncios. 

Com o Language Incubator (ou incubador de línguas), os próprios usuários poderão criar cursos de idiomas colaborativamente. Assim, das atuais seis línguas disponíveis na plataforma de ensino -espanhol, inglês, francês, alemão, português e italiano -, o número pode saltar drasticamente, com a inclusão de línguas como chinês e russo, ou até mesmo idiomas fictícios, como Dothraki, Klingon ou Na'vi.

Para participar do curso, os usuários precisam ser fluentes nos dois idiomas em que o curso é baseado (tanto na língua nativa do aluno quanto a que ele irá aprender). Além disso, o Duolingo exige que os moderadores ou colaboradores dos cursos preencham um formulário - em ambas as línguas - afirmando porque desejam contribuir no ensino do idioma.

<p>Ferramenta de ensino de idiomas inciou expansão no Brasil neste ano</p>
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Foto: Divulgação

"Para garantir a qualidade do serviço, cada curso terá dois ou três moderadores voluntários, selecionados pelo Duolingo", afirmou Ahn ao Terra. Além disso, os algoritmos da plataforma farão testes em dicionários. Segundo a empresa, este é o primeiro curso de idiomas totalmente crowdsourced. 

"Eu acredito que muitos problemas poderão ser resolvidos por meio de crowdsourcing. Nós já conseguimos usar isso na digitalização de livros, agora com o aprendizado de línguas", disse Ahn, que além do Duolingo apostou no conhecimento da multidão da internet para a digitalização de livros e criou o reCaptcha. O sistema usa a digitação daquelas palavras distorcidas exibidas na tela para provar que o usuário é humano para entender trechos escaneados de livros e jornais que os computadores não compreendem. A empresa foi vendida para o Google em 2009.

O CEO do Duolingo, Luis von Ahn, e o CTO da empresa, Severin Hacker
O CEO do Duolingo, Luis von Ahn, e o CTO da empresa, Severin Hacker
Foto: Divulgação

Segundo Ahn, o Duolingo ainda não é uma empresa rentável, apesar de contar com alguns contratos de tradução de empresas que o executivo não revela. A adição de novas línguas - como o chinês, país com o maior número de internautas no mundo - pode ajudar a companhia a aumentar a oferta de traduções e se aumentar sua receita.

Fonte: Terra
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