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Deputados europeus dizem que ONU não deve "tomar conta" da web

23 nov 2012
14h59
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Deputados europeus votaram uma resolução contrária à entrega do controle da internet à ONU, segundo o Huffington Post . Hoje, a web é controlada por uma série de órgãos, muitos dos quais nos Estados Unidos - como o Icann, ONG que mantém o sistema de endereços online em nome do governo americano.

Escondido da polícia de Belize, John McAfee, o criador do programa de segurança que leva seu nome nos computadores, divulgou imagens do país que adotou após vender a empresa
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Foto: Whoismcafee.com / Reprodução

Mas existem rumores de que há intenção de repassar esse controle a um órgão internacional. No mês que vem, representantes de diversos países se reúnem em Dubai para revisar a atual estrutura da internet, com o objetivo de manter "o livre fluxo de informação no mundo, promovendo acesso igualitário e financeiramente acessível para todos".

Mas boatos na imprensa dão conta de que, no encontro, seria apresentada a proposta de que a ONU assuma o controle que hoje está nas mãos de diferentes organizações. Um documento supostamente vazado do governo russo afirma que "os países-membros terão direitos iguais de gerenciar a internet, incluindo no que diz respeito a loteamento, licenciamento e distribuição recursos de números, nomes, endereços e identificações na internet, além de apoio a operações e desenvolvimento de infraestrutura básica".

Segundo os relatos, Rússia e outros países estariam preocupados que o controle da internet esteja "nas mãos" de um único país. Mas entregar esse controle à ONU não parece uma boa ideia aos deputados europeus.

A resolução aprovada pelos parlamentares argumenta que a entrega do controle à União Internacional de Telecomunicações da ONU teria "impactos negativos para a internet, sua arquitetura, suas operações, seu conteúdo e sua segurança, suas relações comerciais, além de na governança e no fluxo livre de informações online".

O Google também se manifestou sobre os rumores, contrariando a presença da ONU porque nem todos os governos membros apoiam a "internet aberta e livre", e esses países não deveriam ter mais controle do que já têm atualmente sobre a rede. "Algumas propostas poderiam permitir que governos censurem discursos legítimos - ou mesmo permitir que cortem o acesso à internet", disse o gigante das buscas online.

"Outras propostas obrigariam serviços como YouTube, Facebook e Skype a pagar novas taxas para conectar pessoas através de fronteiras. Isso poderia limitar o acesso a informação - particularmente em mercados emergentes", acrescentou o Google.

Terra

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