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Dotcom quer oferecer internet grátis e pagar com dinheiro de processos

5 nov 2012
11h03
atualizado às 11h34

O fundador do Megaupload, Kim Schmitz - mais conhecido como Dotcom -, apresentou um plano no qual propõe fornecer internet grátis a lares da Nova Zelândia, país onde mora atualmente, com o dinheiro que ganhar em processos contra o governo dos Estados Unidos e estúdios de Hollywood. Foi o que divulgou o jornal britânico The Guardian, citando informações do New Zealand Herald.

Fundador do Megaupload diz que seu plano seria lano seria a chave para um futuro próspero na Nova Zelândia
Fundador do Megaupload diz que seu plano seria lano seria a chave para um futuro próspero na Nova Zelândia
Foto: AFP

Para Dotcom, o plano seria a chave para um futuro próspero na Nova Zelândia. "Você tem energia limpa e barata aqui; a energia está se tornando o maior fator de custo para os data centers ao redor do mundo. Com seu próprio cabo, energia barata e conectividade, a Nova Zelândia poderia atrair negócios internacionais de internet. Infelizmente, o atual governo quer investir em mais estradas asfaltadas. Daqui a 10 ou 15 anos a maioria das pessoas irá trabalhar e fazer compras de casa. você não vai precisar de asfalto, você vai precisar de fibra!", declarou o fundador do Megaupload.

Apesar de improvável, a ideia de Dotcom já recebeu apoio. "Se alguém pode montar um negócio como este seria Kim Dotcom", disse Paul Brislen, da Associação de Usuários de Telecomunicações da Nova Zelândia. Já Clare Curran, do parlamento neozelandês, concorda com a instalação de um segundo cabo no país e diz que este ponto da proposta de Kim faz sentido.

Enquanto aguarda a audiência que decidirá sobre sua extradição para os Estados Unidos, marcada para março de 2013, Dotcom se ocupa com uma série de projetos, como o planejamento de um sucessor para o Megaupload, serviço fechado pelo governo dos EUA em janeiro deste ano. A intenção é lançar um novo serviço que contorne as leis norte-americanas sob as quais Dotcom está sendo processado.

No início deste ano, Dotcom foi detido em janeiro em Auckland, durante uma operação internacional contra a pirataria realizada pelos Estados Unidos e que forçou o encerramento das atividades de seu negócio. Além de ser encarado como justiceiro da internet, Dotcom deve virar personagem de um documentário e está lançando seu primeiro álbum de música.

Fonte: Terra
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