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19 de abril de 2012 • 22h11

Estudo: 44% dos pais "bisbilhotam" perfil do filho no Facebook

Pesquisa mostra que 72% dos entrevistados fazem questão de ser amigos do filho na rede social
Foto: AFP
 

Cerca de 44% dos pais em onze países entra secretamente no perfil de Facebook de seus filhos adolescentes - só entre os dos Estados Unidos o percentual sobre para 60%. É o que indica um estudo divulgado nesta semana pela AVG, resultados que fazem parte da pesquisa Diários Digitais (Digital Diaries, no original em inglês), para entender como a tecnologia está mudando os hábitos de crianças e adolescentes.

O estudo levou em conta respostas de 4,4 mil pais de jovens entre 14 e 17 anos. Participaram da pesquisa adultos nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido, República Tcheca, Austrália, Nova Zelândia e Japão.

O relatório dos Diários Digitais destaca entre as descobertas o fato de que apenas 30% dos pais no Reino Unido se preocupam sobre como o comportamento dos filhos em redes sociais pode afetar a busca por emprego no futuro. O índice só o mais alto do que o da República Tcheca (29%), diz o estudo. Ao mesmo tempo, o Reino Unido registra a maior taxa entre os países pesquisados quanto à confiança de que é na escola que os jovens aprendem a navegar a web com segurança: 59%.

"Os resultados nos levam a pensar se o Facebook e as outras redes sociais estão criando um novo tipo de relação entre pais e filhos, ou se estamos, na verdade, espionando nossos adolescentes", afirma Tony Ascombe, evangelista sênior de segurança da AVG. "Esses sites dão aos pais novos métodos para monitorar o que seus filhos estão fazendo sem que necessariamente precisam ser 'pulso firme' ou questionar os filhos diretamente", continua.

A pesquisa também mostra que as mães tendem mais a verificar secretamente os perfis dos filhos no Facebook mais do que os pais, com fatias de 49% e 39%, respectivamente. Sem ser em segredo, 72% dos entrevistados diz que fazem questão de ser amigos dos filhos no Facebook. No Canadá, o índice é de 66%, enquanto o Reino Unido registra 51% e a França 32%. No Japão, apenas 10% dos pais adiciona os adolescentes na rede social.

Questionados sobre ter visto conteúdo explícito ou abusivo nas mensagens dos perfis dos filhos, 21% dos pais nos onze países incluídos no estudo afirmaram que sim. E nos smartphones dos adolescentes? Nos Estados Unidos, 14% afirmaram positivamente, contra 10% no Reino Unido e 4% na França.

Sobre se preocupar com o chamado 'sexting' - espécie de 'sexo virtual' feito por mensagens de texto -, os pais ingleses são os mais desconfiados, com 23% deles suspeitando dos filhos adolescentes. Na Alemanha, apenas 9% mostraram preocupação, contra 13% na República Tcheca.

Dicas
Junto com a pesquisa, o projeto da AVG divulgou um vídeo com dicas de como os pais devem se comportar em relação aos filhos e suas vidas online.

"1 - Deixe claro para os seus filhos como você vai monitorar a experiências online deles. Você pode checar o que eles estão fazendo, mas não precisa fazer isso pelas costas.

2 - Mantenha um diálogo permante e aberto com seus filhos. A melhor maneira de saber o que está acontecendo na vida do seu filho é manter uma comunicação respeitosa. Isso põe a ênfase em como eles se sentem e em como lidam com as coisas.

3 - Mantenha-se atento e curioso. Como está a vida social de seu filho na escola e em casa? Se você confia nele offline, isso deve indicar quanta privacidade (online) você pode permitir a ele. Mas se você observar comportamentos preocupantes, não os ignore.

4 - Repreite a privacidade. Adolescentes precisam de locais com privacidade para estar com os amigos deles, e encontrar o seu próprio caminho no mundo é parte do crescimento.

5 - Segurança primeiro. Instalar softwares que ajudam a proteger seus filhos é um passo importante em estabelecer regras, limites, e em reduzir o risco de escapadas. Procure ajuda se não souber exatamente como fazer isso."

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