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23 de julho de 2012 • 20h43

Fundador do Megaupload liga Obama a "guerra contra internet"

Em vídeo intitulado "Sr. Presidente", Dotcom liga Obama a uma "guerra contra a internet" Foto: Reprodução
Em vídeo intitulado "Sr. Presidente", Dotcom liga Obama a uma "guerra contra a internet"
Foto: Reprodução
 

O criador do Megaupload, Kim Dotcom, criou um site em que tenta movimentar a internet a protestar a seu favor. Dotcom está em liberdade condicional na Nova Zelândia após pagamento de fiança, e aguarda a decisão sobre sua extradição para os Estados Unidos, onde por ser preso. No site, ele liga o nome do presidente Barack Obama a uma "guerra contra a internet".

"O governo dos EUA declarou guerra à internet. Milhões de usuários do Megaupload querem seus arquivos de volta. Se o Megaupload.com não voltar até 1º de novembro, você votará no Obama?", pergunta uma enquete no site, ligando o nome do presidente a polêmicos projetos de lei antipirataria. Além do site, Dotcom lançou um clipe no YouTube em que pergunda "onde está a mudança, senhor presidente?". O vídeo, que afirma que a indústria de Hollywood controla a política, já tem mais de 470 mil visualizações.

Dotccom afirmou à Wired que criou o site para "informar sobre as ações injustas e acusações falsas contra o Megaupload". Na página, Dotcom lista "10 fatos sobre o escândalo", onde afirma que o Megaupload era apenas um serviço de armazenamento na nuvem e que a acusação de lavagem de dinheiro e as ações penais contra ele são "desprovidas de mérito".

Em janeiro deste ano, as autoridades dos Estados Unidos, incluindo o FBI (polícia federal americana), tiraram o Megaupload e outros 18 sites afiliados do ar por considerar que o site fazia parte de "uma organização responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial".

O Megaupload teria causado mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de diversas companhias. As autoridades americanas consideram que por meio do site, que contava com 150 milhões de usuários registrados, e de outras páginas associadas, ingressaram cerca de US$ 175 milhões.

Terra