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Google criará mecanismo para "deletar" informações de buscas

Empresa está recebendo pedidos para remover informações pessoais ofensivas depois que a mais alta corte europeia garantiu "o direito de ser esquecido"

15 mai 2014
17h51
atualizado às 18h33
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O Google está desenvolvendo um mecanismo para apagar os dados de usuários que não querem suas informações disponíveis em buscas pela internet, segundo informa nesta quinta-feira o Wall Street Journal. O movimento ocorre depois de decisão da Corte de Justiça da União Europeia que determinou “o direito de ser esquecido” aos cidadãos do bloco.

Internauta tem direito 'de ser esquecido' no Google

Com a decisão os serviços de busca na Internet deverão remover informações que sejam "inadequadas, irrelevantes ou não mais relevantes". Caso não o façam, podem ter de pagar multas. O Google já está recebendo pedidos para remover as informações pessoais ofensivas de seu sistema, mas de acordo com o Wall Street Journal o mecanismo que agilizará o processo estará disponível primeiro na Alemanha.

Sem o mecanismo automatizado, o Google teria de construir um "exército de especialistas em remoção" de conteúdo em cada um dos 28 países da União Europeia, incluindo aqueles em que o Google não tem operações, disse a fonte. Enquanto a ferramento não está disponível, é possível tentar a remoção por meio deste link, inclusive para quem não mora na Europa.

Os europeus podem submeter pedidos de remoção de conteúdo diretamente às companhias de Internet em vez de recorrer a autoridades locais ou publicações. O Google é o principal mecanismo de busca online na Europa, dominando cerca de 93% desse mercado, de acordo com a empresa de estatísticas global StatCounter. O Bing, da Microsoft, tem 2,4%, e o Yahoo, 1,7%.

A empresa disse estar decepcionada com a decisão, que segundo a companhia difere dramaticamente da opinião de um conselheiro da mesma corte que concluiu no ano passado que deletar informação de resultados de pesquisa poderia interferir na liberdade de expressão.

O Yahoo está "analisando cuidadosamente" a decisão para estabelecer o impacto para seus negócios e seus usuários, disse um porta-voz da empresa em comunicado. "Desde nossa fundação quase 20 anos atrás, apoiamos uma Internet aberta e livre, não uma Internet ofuscada pela censura." A Microsoft não quis comentar a decisão.

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Fonte: Terra
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