Google nega pedido da Casa Branca para retirar vídeo de Maomé

atualizado às 20h37
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O Google rejeitou nesta sexta-feira uma solicitação da Casa Branca para reconsiderar sua decisão de manter online um controverso vídeo do YouTube que levou a protestos contra os Estados Unidos no Oriente Médio.

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A companhia disse que censurará o vídeo na Índia e na Indonésia após bloqueá-lo na quarta-feira no Egito e na Líbia, onde embaixadas norte-americanas foram invadidas por manifestantes indignado com o retrato do profeta Maomé como uma fraude e um mulherengo.

Na terça-feira, o embaixador dos EUA para a Líbia e três outros norte-americanos foram mortos num ataque à embaixada em Benghazi.

O Google disse que restringirá ainda mais o acesso ao clipe para respeitar a lei local, e não como uma reação a pressão política.

Filme anti-islamismo desencadeia protestos contra EUA
Na última terça-feira, 11 de setembro, protestos irromperam em frente às embaixadas americanas do Cairo, no Egito , e de Benghazi, na Líbia , motivados por um vídeo que zombava do islamismo e de Maomé, o profeta muçulmano. No primeiro caso, os manifestantes destroçaram a bandeira estadunidense; no segundo, os ataques chegaram ao interior da embaixada, durante os quais morreram, entre outros, o embaixador e representante de Washington, Cristopher Stevens .

Desde então, protestos e confrontos, que vêm sendo registrados diariamente no Cairo , disseminaram-se contra embaixadas americanas em diversos países da África e do Oriente Médio. Nesta sexta, 14 de setembro, já haviam sido registrados eventos em Túnis (Tunísia) , Cartum (Sudão) , Jerusalém (Israel) , Amã (Jordânia) e Sanaa (Iêmen) . Há fotos e relatos de protestos também na Índia e em Bangladesh. Somados, estes episódios já deixam algumas dezenas de mortos e feridos entre manifestantes, diplomatas e forças de segurança.

O vídeo que desencadeou esta onda de protestos no mesmo dia em que os Estados Unidos relembravam os atentados terroristas de 2001 traz trechos de Innocence of Muslims ( A Inocência dos muçulmanos , em tradução livre), filme produzido nos Estados Unidos sob a suposta direção de Nakoula Basseky Nakoula . Ele seria um cristão copta egípcio residente nos Estados Unidos, mas sua verdadeira identidade e localização ainda são investigadas. O filme , de qualidades intelectual e cultural amplamente questionáveis, zomba abertamente do Islã e denigre de a imagem de Maomé, principal nome da tradição muçulmana.

A Casa Branca lamentou o conteúdo do material, afirmou não ter nenhuma relação com suas premissas e ordenou o reforço das embaixadas americanas .

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