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16 de maio de 2012 • 16h11 • atualizado às 17h29

Google reformula busca baseado no conhecimento humano

Segundo Google, nova busca consegue entender nuances entre os significados de forma parecida que as pessoas
Foto: Divulgação
 

O Google está reformulando o mecanismo de busca do site dos Estados Unidos de maneira a fornecer a seus usuários acesso rápido a respostas sem que eles sejam obrigados a deixar a página, disse a empresa. "Este é um primeiro passo para a construção da próxima geração de pesquisa, que bate na inteligência coletiva da web e entende o mundo um pouco mais como as pessoas fazem", diz um posto no blog oficial da companhia.

O novo processo de busca é baseado no que o Google chama de "gráfico de conhecimento" - o que significa que o site tenta identificar de maneira rápida o contexto em torno das palavras-chaves procuradas pelos usuários. Isso significa, segundo o Google, que o buscador reduzirá os resultados ao que o usuário realmente procura.

No exemplo dado pela companhia, o Google afirma que, em uma busca pelo termo "Taj Mahal", o buscador vai conseguir entender as nuances entre o monumento e o músico assim como o usuário faz.

"Ao longo dos anos, conforme ferramentas de busca evoluíram, as pessoas exigem mais", disse o vice-presidente de engenharia do Google e chefe de buscas, Amit Singhal, numa entrevista. "Acreditamos que essa é a próxima grande melhora na relevância de buscas".

O redesenho, que por enquanto afeta apenas usuários situados nos Estados Unidos e que utilizam o website em inglês, será implementado gradualmente a partir desta quarta-feira em plataformas desktop, celulares e tablets. O Google planeja eventualmente expandir as novas capacidades de busca para além dos Estados Unidos, disse Singhal, sem especificar quando.

Muitos dos resultados terão mais elementos gráficos, se comparados à lista padrão de resultados de busca, como mapas e fotos de resultados relacionados, muitas vezes em pop-ups separados. A ideia é deixar que usuários descubram que informações relacionadas são de interesse e cliquem para alcançá-los, disse Stinghal.

A reformulação é o mais recente exemplo de empresas de busca que estão deixando de oferecer apenas uma lista de links como resultado. Na semana passada, o Bing, da Microsoft revelou um redesign que inclue uma coluna de "visualização instantânea". No ano passado, o Yahoo! apresentou sua "caixa de busca direta".

Futuro
Em evento no Chile no começo do mês, o diretor de engenharia do Google para a América Latina, Berthier Ribeiro-Neto, afirmou que o Google do futuro vai adivinhar as buscas para o usuário. "Que tal já pesquisar, por conta própria, como estará o clima na cidade, para sugerir ao usuário se é preciso levar um guarda-chuva? Temos tecnologia para isso, e é para aí que deve caminhar nosso sistema de buscas", afirmou.

Berthier acredita que a busca por inferência, ou seja, feita a partir da conclusão lógica de informações anteriores passadas pelo usuário, é o próximo passo na evolução do buscador, primeiro e principal produto da empresa californiana.

Com informações da Reuters.

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