Google reformula busca baseado no conhecimento humano

Sarah McBride
atualizado às 17h29
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O Google está reformulando o mecanismo de busca do site dos Estados Unidos de maneira a fornecer a seus usuários acesso rápido a respostas sem que eles sejam obrigados a deixar a página, disse a empresa. "Este é um primeiro passo para a construção da próxima geração de pesquisa, que bate na inteligência coletiva da web e entende o mundo um pouco mais como as pessoas fazem", diz um posto no blog oficial da companhia.

Segundo Google, nova busca consegue entender nuances entre os significados de forma parecida que as pessoas
Segundo Google, nova busca consegue entender nuances entre os significados de forma parecida que as pessoas
Foto: Divulgação

O novo processo de busca é baseado no que o Google chama de "gráfico de conhecimento" - o que significa que o site tenta identificar de maneira rápida o contexto em torno das palavras-chaves procuradas pelos usuários. Isso significa, segundo o Google, que o buscador reduzirá os resultados ao que o usuário realmente procura.

No exemplo dado pela companhia, o Google afirma que, em uma busca pelo termo "Taj Mahal", o buscador vai conseguir entender as nuances entre o monumento e o músico assim como o usuário faz.

"Ao longo dos anos, conforme ferramentas de busca evoluíram, as pessoas exigem mais", disse o vice-presidente de engenharia do Google e chefe de buscas, Amit Singhal, numa entrevista. "Acreditamos que essa é a próxima grande melhora na relevância de buscas".

O redesenho, que por enquanto afeta apenas usuários situados nos Estados Unidos e que utilizam o website em inglês, será implementado gradualmente a partir desta quarta-feira em plataformas desktop, celulares e tablets. O Google planeja eventualmente expandir as novas capacidades de busca para além dos Estados Unidos, disse Singhal, sem especificar quando.

Muitos dos resultados terão mais elementos gráficos, se comparados à lista padrão de resultados de busca, como mapas e fotos de resultados relacionados, muitas vezes em pop-ups separados. A ideia é deixar que usuários descubram que informações relacionadas são de interesse e cliquem para alcançá-los, disse Stinghal.

A reformulação é o mais recente exemplo de empresas de busca que estão deixando de oferecer apenas uma lista de links como resultado. Na semana passada, o Bing, da Microsoft revelou um redesign que inclue uma coluna de "visualização instantânea". No ano passado, o Yahoo! apresentou sua "caixa de busca direta".

Futuro
Em evento no Chile no começo do mês, o diretor de engenharia do Google para a América Latina, Berthier Ribeiro-Neto, afirmou que o Google do futuro vai adivinhar as buscas para o usuário . "Que tal já pesquisar, por conta própria, como estará o clima na cidade, para sugerir ao usuário se é preciso levar um guarda-chuva? Temos tecnologia para isso, e é para aí que deve caminhar nosso sistema de buscas", afirmou.

Berthier acredita que a busca por inferência, ou seja, feita a partir da conclusão lógica de informações anteriores passadas pelo usuário, é o próximo passo na evolução do buscador, primeiro e principal produto da empresa californiana.

Com informações da Reuters.

Terra

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