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Hackers respondem a prisões do FBI e dizem que não serão calados

21 jul 2011
17h13

Os grupos hackers Anonymous e LulzSec divulgaram um comunicado conjunto nesta quinta-feira em resposta às prisões de 20 integrantes dos dois grupos em três países na terça-feira. A nota foi dirigida ao FBI, que prendeu 14 hackers do Anonymous nos Estados Unidos pelos ataques ao PayPal no ano passado. "Suas ameaças de prisão não fazem sentido para nós, pois vocês não podem prender uma ideia. Não há nada, absolutamente nada, que possam fazer para nos parar", diz a nota.

Na resposta às detenções, os grupos listaram o que consideram "inaceitável" na internet. "Governos mentirem para seus cidadãos e induzirem o medo e o terror para mantê-los sob controle" e "corporações ajudando a conspirar com os governos", escreveram. As declarações foram dirigidas a Steven Chabinsky, diretor do FBI responsável pela investigação dos cibercrimes, que afirmou, após as prisões, que o "caos na internet é inaceitável". "Os hackers podem acreditar ter causas sociais, mas é totalmente inaceitável incadir sites e cometer atos ilícitos", disse.

"Esses governos e corporações são o nosso inimigo. E vamos continuar acombatê-los, com todos os métodos que temos à nossa disposição, e que certamente incluem invadir seus sites e expor suas mentiras", disseram os grupos no comunicado.

Na terça-feira, policiais dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Holanda prenderam mais de 20 pessoas, como parte de uma investigação sobre ataques cibernéticos de grande porte. A maioria das detenções ocorreu nos EUA, onde o FBI disse ter colocado sob custódia 16 suspeitos de hackear computadores. Catorze dessas pessoas são suspeitas de ter participado do ciberataque contra o sistema de pagamentos online PayPal, reivindicado pelo grupo hacker Anonymous.

Fonte: Terra
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