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Israel: reconhecimento da Palestina pelo Google pode ameaçar paz

Em carta enviada ao CEO do Google, ministro israelense pediu que empresa reconsiderasse a a decisão de mudar seu nome no site voltado a usuários palestinos

6 mai 2013
10h12
atualizado às 10h13
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O governo de Israel pediu ao Google que reconsidere sua decisão de adotar o nome "Palestina" para seu buscador no lugar de "territórios palestinos". Em uma carta enviada ao CEO do Google, Larry Page, o vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, Ze'ev Elkin, afirmou que a medida pode minar os esforços para a paz na região. As informações são do site The Verge.

Google passou a adotar "Palestina" no lugar de territórios palestinos"
Google passou a adotar "Palestina" no lugar de territórios palestinos"
Foto: Reprodução

"Essa decisão é, na minha opinião, não só equivocada, mas também poderia interferir negativamente nos esforços de meu governo para trazer negociações diretas entre Israel e a Autoridade Palestina", afirmou o ministro, dizendo que a medida iria encorajar os palestinos a "continuarem com suas intenções políticas por meio de ações unilaterais e não através de negociação e acordo mútuo". Elkin pediu ao Google para reconsiderar a sua decisão.

Na última semana, o Google trocou o nome de sua página inicial dirigida a usuários palestinos de "Territórios palestinos" para "Palestina". Um porta-voz da empresa afirmou à BBC que a decisão foi baseada após consulta a uma série de fontes e autoridades. A Autoridade Palestina saudou a mudança de nome do Google, descrevendo-a como "um passo na direção certa".

O status oficial dos territórios palestinos é um assunto polêmico e ainda sem definição. Em novembro de 2012, a Organização das Nações Unidas (ONU) elevou o status da Palestina de "entidade" para "Estado observador não-membro" - medida que teve amplo apoio dos membros da organização, mas sofreu forte oposição dos Estados Unidos e de Israel. Os dois países defendem que a criação do Estado palestino só pode ocorrer mediante um acordo com os israelenses.

Fonte: Terra
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