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Mergulhadores são flagrados cortando cabos da internet no Egito

Relação entre o incidente e a lentidão relatada na rede da operadora de cabo Seacom não ficou clara, segundo agência de notícias

28 mar 2013
08h08
atualizado às 08h16
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A Guarda Costeira do Egito flagrou na quarta-feira três mergulhadores cortando cabos submarinos de Internet, disse o Exército, no primeiro indício de que uma sabotagem pode estar causando os problemas registrados nos serviços online nos últimos dias.

Uma patrulha abordou um barco pesqueiro perto de Alexandria, no Mediterrâneo, e prendeu três mergulhadores, disse a assessoria de imprensa do Exército na sua página oficial do Facebook.

O porta-voz não deu detalhes sobre a possível motivação dos mergulhadores para cortar o cabo que, segundo ele, pertence à empresa Egypt Telecom, que detém o monopólio da telefonia fixa no país.

"As Forças Armadas desbarataram uma tentativa de prenderam três mergulhadores que estavam cortando um cabo submarino", disse o informe.

Não ficou imediatamente claro se esse incidente teve relação com as perturbações relatadas na semana passada pela operadora de cabo Seacom, que apontou a costa do Egito como o local de problemas que afetaram várias linhas que ligam a Europa à África, ao Oriente Médio e à Ásia.

A Seacom não forneceu explicações para os cortes que, segundo a empresa, atingiram seus cabos e outras redes que direcionam o tráfego de telecomunicações, nas primeiras horas da sexta-feira.

Desde então, usuários da Internet no Egito dizem que suas conexões estão mais lentas.

A empresa, que direciona o tráfego para outras companhias, disse na quarta-feira que os serviços haviam sido restaurados, mas horas depois informou que outra conexão havia sido cortada.

A infraestrutura de telecomunicações espalhada sob o Mediterrâneo tem sofrido várias perturbações nos últimos anos. No passado, alguns operadores e usuários sugeriram que os cabos podiam estar sendo arrancados pelas hélices de navios em trânsito.

A Egypt Telecom disse que um dos seus cabos foi cortado a 750 metros da costa, segundo reportagem publicada na quarta-feira pela agência estatal de notícias Mena. O texto acrescentava que os serviços seriam restaurados até a noite de quarta-feira.

A criminalidade tem crescido no Egito em meio à desordem generalizada decorrente da rebelião popular que depôs o regime de Hosni Mubarak em 2011.

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