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Vint Cerf engrossa campanha contra controle da ONU sobre a web

3 dez 2012
09h20

Considerado um dos pais da internet, Vinton Cerf, um dos vice-presidentes do Google, postou no blog do gigantes de buscas para, mais uma vez, conclamar usuárias da web a se posicionar contra o encontro da ONU em Dubai, que inicia nesta segunda-feira. Cerf pede a assinatura da petição encabeçada pelo Google - cujo link está na página inicial do buscador - e a participação na campanha das redes sociais.

Um dos pais da internet, vice-presidente do Google chama usuário a assinar petição e se manifestar em redes sociais
Um dos pais da internet, vice-presidente do Google chama usuário a assinar petição e se manifestar em redes sociais
Foto: Reprodução

"Em 1973, quando meus colegas e eu propusemos a tecnologia por trás da internet, defendemos um padrão aberto para conectar redes de computadores juntamente. Isso não foi só filosófico, isso é prático", lembra Cerf, para na sequência afirmar que a reunião da União Internacional de Telecomunicações (UTI, na sigla em inglês) da ONU.

Os boatos são de que, ao atualizar o tratado do setor - de 1988 -, haverá propostas de transferir a administração de algumas estruturas essenciais à web, que hoje estão em mãos de instituições particulares, para o órgão da ONU. Defensores argumentam que assim não se deixa a web nas mãos de entidades majoritariamente sediadas nos EUA, enquanto opositores defendem que, sob controle da ONU, a internet seria ameaçada por países-membros que notadamente censuram a livre circulação de informações na rede e teriam ainda mais poder.

Essa é a exatamente e a posição do Google. "A UTI vai revisar um tratados de décadas atrás, no qual só governos têm votos. Algumas propostas podem permitir que governos justifiquem a censura de discursos legítimos, ou mesmo cortem o acesso à internet em seus países", diz Cerf no post.

"Até agora, mais de mil organizações em mais de 160 países também já se manifestaram (contra o controle da ONU), e a eles se juntam centenas de milhares de usuários da internet que estão se posicionando a favor de uma internet livre e aberta", afirma Cerf no domingo no blog do Google. "Se você também quer apoiar uma internet livre e aberta, convido você a se unir a nós assinando a petição", conclui.

Os que assinam a petição, bem como os que usam a hashtag #freeandopen (#livreeaberta, em tradução literal) - tanto para Twitter e Facebook quanto para vídeos publicados - integram um mapa dinâmico da campanha, no site Freeandopen. A página permite ver o que já foi dito e também oferece um boletim de atualização sobre as discussões.

Fonte: Terra

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