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11 de maio de 2012 • 17h58 • atualizado às 17h59

Virada Digital deve reunir até 15 mil pessoas em Paraty

Festival conta com palestras que tratam desde a influência da internet nas periferias ao uso de tecnologias sustentáveis no dia a dia
Foto: Divulgação
 
Cirilo Junior
Direto de Paraty (RJ)

Com foco em inovação tecnológica, interatividade e desenvolvimento sustentável, começou nesta sexta-feira a 1ª edição da Virada Digital, evento com foco em tecnologia, mas que agrega temas como saúde e educação. Realizada em Paraty, no sul do Rio de Janeiro, a Virada Digital acontece até o próximo domingo.

A expectativa é que de 12 mil a 15 mil pessoas circulem pelo festival. Idealizador do Projeto, Roberto Andrade afirma que um dos focos é ajudar a levar conhecimento à grande massa consumidora emergente de tecnologia do país.

"Queremos chegar mais próximo das pessoas, por isso, estamos reunindo temas de diversas áreas, que sejam relacionados à tecnologia. Não queremos que isso tudo aqui escorra por entre as mãos do público quando terminar. Queremos dar sequência a ações após o evento", comenta.

Além de oficinas voltadas principalmente para o público infantil, o festival conta com palestras que tratam desde a influência da internet nas periferias ao uso de tecnologias sustentáveis no dia a dia. O rapper MV Bill, um dos curadores da Virada Digital, vai fazer uma oficina com crianças para a criação de um rap. Ele faz show hoje à noite, dentro da programação do festival.

Andrade foi diretor de comunicação e marketing da Campus Party em 2008 e 2009, e observa que a principal feira de tecnologia do País acabou ficando restrita apenas ao público que mais consome. A ideia da Virada Digital é ir além, e ampliar os horizontes, sustenta.

"As pessoas têm que se apoderar disso aqui, esse é o objetivo. Especialmente as crianças, que estão comparecendo em massa na Virada. As crianças têm uma ansiedade muito grande para acessar o conhecimento tecnológico", afirma.

O curador do evento ressalta que a escolha por Paraty surgiu de uma soma de fatores, que incluem a carência de acesso à tecnologia na região, localização estratégica entre Rio e São Paulo, e conhecimento midiático da cidade.

"Ter acesso à tecnologia não é acessar somente as redes sociais. É muito mais do que isso, é se apoderar e se beneficiar do que o conhecimento tecnológico pode permitir."

O projeto é ambicioso, e já este ano, terá desdobramentos. Em novembro, está prevista uma miniedição simultânea no Rio, São Paulo e Brasília. Para o ano que vem, a Virada Digital migra para o Rio de Janeiro. O coração do festival ficará concentrado no Aterro do Flamengo, e será espalhado por 18 pontos da cidade. Em 2014, a Virada Digital será itinerante, e passará por todas as cidades-sede da Copa do Mundo.

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