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Zuckerberg anuncia perfil "timeline" e novos apps no Facebook

22 set 2011
14h35
atualizado às 18h22

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta quinta-feira novidades na rede social. A primeira delas é o conceito de timeline, uma linha do tempo que conta a história do usuário em seu perfil em uma espécie de página "infinita". O anúncio foi feito durante a conferência f8, de desenvolvedores da rede social, em São Francisco, nos Estados Unidos. Para ver um pouco do que será essa timeline, acesse http://www.facebook.com/about/timeline.

F8 começou com o Mark Zuckerberg genérico, o ator Andy Samberg, que com frequencia interpreta o criador do Facebook no programa de televisão Saturday Night Live
F8 começou com o Mark Zuckerberg genérico, o ator Andy Samberg, que com frequencia interpreta o criador do Facebook no programa de televisão Saturday Night Live
Foto: AP

Com o novo recurso chegam também outros aplicativos sociais, chamados de "open graphs" e "lifestyle apps", que permitem ao usuário compartilhar automaticamente o que está fazendo e seus gostos pessoais. Os novos aplicativos já podem ser adicionados, mas a timeline estará disponível apenas em algumas semanas - a versão beta, por enquanto, é apenas para desenvolvedores.

Com a incorporação do conceito de timeline, a página inicial do usuário foi completamente modificada para que o usuário possa contar "suas histórias, seus aplicativos, e a forma como se expressa" - o que inclui uma barra lateral com anos para ver as histórias do usuário no período. Com a timeline, Zuckerberg espera que as pessoas possam compartilhar mais do que o que elas comeram no café-da-manhã, mais do que aquilo que se descobre sobre uma pessoa em cinco minutos. O perfil, agora, se parece mais com a página inicial de um site pessoal do que com o antigo layout.

A timeline automaticamente destaca as últimas atualizações do usuário, ao mesmo tempo em que realça os eventos mais importantes. Na prática, isso significa poder postar qualquer coisa, e em vez de a rede social mostrar cada detalhe, será exibido um resumo com o que há de mais relevante.

O usuário também pode escolher "o que vai ganhar atenção, como o conteúdo vai ser exibido e para quem ele vai aparecer". Os destaques, por exemplo, aparecerão em tamanho maior na página do perfil. É possível, ainda, esconder o que não se deseja que apareça. "Você pode ser o curador de todas as suas histórias", resume o CEO do Facebook.

Para organizar o volume crescente de informações, o Facebook anunciou, no dia 20, uma nova lista de atualizações, chamada de Novidades (ticker, em inglês), que vai receber todos os tipos de atualizações automáticas. Isso vai permitir que o usuário fale sobre qualquer coisa "sem achar que vai incomodar os amigos com algo tão pequeno", nas palavras de Zuckerberg.

E como exemplo da "nova forma de se expressar" anunciada, Zuckerberg cita a foto que passa a aparecer no topo da página, acima da foto do perfil (que continua a existir) e das informações do usuário. "É possível mudar essa imagem quantas vezes quiser, é só fazer upload, cortar no tamanho certo com a ferramenta do site e está feito", ensinou.

Outro destaque dado pelo CEO é para a funcionalidade da timeline em dispositivos móveis, com o mesmo visual e as mesmas funções que a versão web - atualmente, seriam 300 milhões de pessoas acessando a rede a partir de smartphones e tablets.

Novos aplicativos: Open Graph
As mudanças no Facebook trazem também o conceito de social apps, novos aplicativos sociais que permitem ao usuário compartilhar aquilo que está ouvindo e através de que programa, por exemplo. Desta forma, um amigo pode escutar exatamente aquilo que o outro está ouvindo através do link postado no Facebook em tempo real. Isso será possível com o Open Graph, "uma classe completamente nova de aplicativos".

Com um novo tipo de configuração de autorização, os apps feitos com o recurso não precisarão de botões para autorizar as postagens de atividades do usuário na rede. Automaticamente, tudo será publicado na Timeline. A janela de autorização terá, além das informações sobre o que o app poderá fazer no perfil, uma pré-visualização de como as atualizações vão aparecer. Este novo modelo de postagem foi chamado de "experiência sem atrito".

Mas o open graph não se resume a isso. A descoberta aleatória e em tempo real de uma série de conteúdos, como músicas e filmes por exemplo, é outra característica marcante dos novos aplicativos. Será possível ver o que os amigos estão fazendo no momento, a que música estão ouvindo, e compartilhar a experiência ao mesmo tempo em que eles.

O fundador do Spotify, Daniel Ek, subiu ao palco para ajudar Zuckerberg a explicar como esses recursos podem mudar o mundo da música. Segundo o CEO da empresa do aplicativo, a história provou que serviços relacionados à indústria fonográfica devem ser gratuitos, de modo a afastar as pessoas da pirataria. "O Napster foi a primeira tentativa que se viu nesse sentido, mas ela não funcionava para a indústria", disse Ek, afirmando que as iniciativas atuais conseguem recompensar os artistas por seu trabalho de uma forma mais justa. E como se faz isso?

Segundo dados do CEO do Spotify, as pessoas que conectam o aplicativo ao Facebook ouvem a uma variedade maior de artistas, "e porque eles compartilham gostos, eles são mais engajados, e porque são mais engajados eles são duas vezes mais inclinados a pagar por música", conclui.

E não é só na música que a lógica se aplica. Após Ek, o CEO da Netflix, Reed Hastings, subiu ao palco para falar sobre o app da empresa com Open Graph, o que vai permitir compartilhar vídeo e séries, em tempo real, da mesma forma que acontece com as canções. "Queremos ser os pioneiros no caminho da social TV", comentou. O Hulu também teria um aplicativo da nova classe lançada nesta quinta-feira pelo Facebook.

A terceira grande possibilidade aberta pelo Open Graph é a identificação de padrões de atividades. "Isso significa perceber que quatro amigos assistiram filmes que tinham Johnny Depp como protagonista, o que em última instância pode fazer você querer assistir um filme da série Piratas do Caribe", exemplifica Zuckerberg.

E toda a relação de conexão com as descobertas se dá dentro do Facebook. Clicar em uma música que um amigo está ouvindo faz com que ela comece a tocar dentro da rede social, sem que o usuário seja enviado para o site do aplicativo ou afim. E o mesmo acontece com programas de televisão e filmes, com streaming a partir dos aplicativos dos fornecedores de conteúdo.

Fonte: Terra
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