Internet 10 anos
Anos 00: empresas virtuais, Nasdaq e a Bolha
 
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A entrada do século XXI foi um momento de força na Internet. O bug do milênio não gerou prejuízos e grandes empresas da era virtual que nasceram de pequenas idéias como MSN-Hotmail, Google, Yahoo e Amazon contabilizaram lucros antes impensáveis. Ao mesmo tempo, teve início o tempo das grandes fusões de empresas, como a reunião dos grupos America On Line (AOL) e Time-Warner. A chamada "Bolha da Internet" estava inflando e não demoraria muito a estourar.

Empresas, serviços, políticos, ONGs e tantos outros puseram-se no universo virtual, transformando-se em um espelho da vida comum. O dinheiro de outros setores começava a ser canalizado para sites, produtos e serviços da rede. O e-commerce surgia como um novo canal de vendas. A Internet prometia um futuro rico, infinito e cheio de possibilidades.

As ações das empresas pontocom e de alta tecnologia subiram vertiginosamente. Foi criada uma nova bolsa de valores especialmente para o ramo: a Nasdaq. Em maio de 2001, a "Bolha da Internet", ou seja, o fenômeno de supervalorização das empresas pontocom e de suas ações, estourou. Foi o fim de centenas de pequenas empresas virtuais que davam seus primeiros passos. No entanto, empresas sólidas saíram praticamente ilesas. Viu-se que o mercado de Internet gera lucros e que, apesar de extenso, tem limites.

Apesar do abalo, a rede mundial segue influindo na economia. Conforme dados da AOL/RoperASW, do Ibope e da Receita Federal, 29% dos internautas procuram emprego por meio da rede, 50% planejam férias com a ajuda de sites, 58% organizam eventos sociais, 50% acessam serviços bancários, 69% realizam pesquisa de preços, 3,6 milhões de pessoas fazem compras e 20 milhões declaram o Imposto de Renda via Internet.

Publicidade e e-commerce
Como um jornal impresso ou uma rede de televisão, a principal fonte de renda dos grandes portais de Internet é a publicidade. Primeiramente, os portais contavam com as assinaturas dos usuários como sua principal fonte de renda.

Mais tarde, banners, ou seja, os anúncios retangulares no alto das páginas, e os pop-ups, aquelas propagandas quadradas que brotam da tela, assumiram esse papel. Após o estouro da bolha, empresas de telecomunicações tornaram-se poderosas financiadoras de operações. Por meio de associações, provedores de acesso, gratuitos ou não, obtêm remuneração a partir de um porcentual gerado no tráfego que fornecem às linhas das operadoras. Assim, quanto mais tempo um site é visitado, mais ele recebe da operadora.

O e-commerce é uma das colunas de sustentação da Internet. No Brasil, surgiram sites especializados em vendas virtuais, como o Submarino, portal que deu início a suas operações em 1999 como uma livraria virtual inspirada na norte-americana Amazon. Os megaportais brasileiros criaram seus shoppings virtuais e as lojas de departamentos e griffes de estilistas famosos também se lançaram na nova realidade. O e-commerce gerou uma receita de R$ 1,8 bilhão em 2004 e deverá render R$ 2,8 bilhões em 2005, segundo estimativa da Forrester Research. Até 2010, o e-commerce deverá atingir R$ 12,8 bilhões.
 

Redação Terra