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Notícias na Internet sobressaem com multimídias
 
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As notícias foram um dos carros-chefe da Internet desde o seu início. A necessidade de se manter informado unida à capacidade de serviço em tempo real e ao caráter multimídia que a informática dá à rede mundial de computadores foram pontos cruciais para o desenvolvimento de uma nova forma de se fazer jornalismo.

Hoje, há muita facilidade para se acompanhar tanto fatos históricos mundiais, como a guerra contra terroristas em várias partes do planeta, quanto notícias mais corriqueiras, como a rodada de gols do campeonato brasileiro do final de semana passado.

Basta um clique para que uma página se abra mostrando ao usuário reportagens contextualizadas, galerias de fotos completas, vídeos, fóruns e até mesmo o sistema de notícias minuto-a-minuto, serviço este criado pela equipe de notícias do portal Terra durante os ataques terroristas aos Estados Unidos em 2001.

O maior atentado terrorista do mundo foi, aliás, um marco para o jornalismo online. Até então, nunca um evento mundial tão impactante havia sido acompanhado por jornalistas de Internet. Foi com a queda das Torres Gêmeas de Nova York e o ataque ao Pentágono em Washington que esta nova forma jornalística ganhou forte exposição e mostrou sua capacidade de, assim como jornais e TVs, dar informações confiáveis ao público.

Em meio a intermináveis notícias sobre os ataques, geradas por diversas agências de notícias e redes de TV internacionais, desenvolveu-se uma forma de edição apurada para cumprir com o requisito essencial da Internet: acompanhar os fatos em tempo real.

Antigamente...
Mas nem sempre foi assim. Muito antes de 2001, por volta de 1996, quando os primeiros portais brasileiros deram seus primeiros passos no mercado de Internet, os sites de notícias eram bem menos ricos em termos de informação multimídia. Eram notícias em texto, basicamente, e muitas vezes replicavam as informações que os jornais davam pela manhã.

No entanto, não durou muito aos portais criarem parcerias com agências de notícias e jornais de todo o país para refletirem de uma forma mais ampla o cotidiano brasileiro. Em pouco tempo, os sites de notícias já ajudavam a pautar o dia de jornais e emissoras de TV. Ou seja, já tratavam durante a manhã, a tarde e a noite de fatos jornalísticos que seriam abordados apenas nos programas de televisão da noite ou no jornal do outro dia.

Em 1999, começam as primeira transmissões de rádio online. A partir de então, um novo nicho jornalístico se criou na Internet. Mais tarde, a possibilidade de transmitir vídeos online tornou-se real. Eram novas mídias, igualmente rápidas e instantâneas, se integrando à que já parecia ser o veículo perfeito.

Usuário repórter
Hoje, qualquer pessoa pode tornar-se um repórter ou editor. Com facilidade, qualquer usuário pode publicar textos, fotos e mesmo vídeos para registrar na Internet algum fato jornalisticamente relevante.

Durante os protestos sociais contra o G-8, o Banco Mundial, o FMI e a globalização ocorridos em Seattle, nos Estados Unidos, em 1999, e em Gênova, na Itália, em 2001, foram muitos os sites a publicarem informações sobre os conflitos. Eram jovens manifestantes que, munidos com máquinas fotográficas, denunciavam a truculência policial e fatos que grandes veículos não publicavam. Com isso, foram criados diversos centros de mídia independente, que mantêm uma rede mundial de informações.

Além disso, blogs, fotologs e o próprio Orkut mostram-se como protótipos de veículos de comunicação. Cabe ao leitor descobrir se tais veículos ou repórteres de última hora são realmente confiáveis.


 

Redação Terra