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03 de dezembro de 2012 • 17h14 • atualizado às 17h19

McAfee nega prisão: "meu dublê foi detido no México"

John McAfee, principal suspeito do assassinato do vizinho Gregory Faull, foge da polícia desde 14 de novembro
Foto: Reuters
 

O fundador da empresa de antivírus McAfee, John McAfee, negou nesta segunda-feira que tenha sido preso e afirmou que está bem e fora de Belize. Ele é suspeito do assassinato de seu vizinho no país caribenho e foge das autoridades desde 14 de novembro. No sábado, autoridades de Belize afirmaram que McAfee tinha sido preso na fronteira com o México, o que ele negou em postagem em seu blog. "Meu 'dublê' levando um passaporte norte-coreano com meu nome, foi detido no México", escreveu.

"Peço desculpas pelo silêncio e desorientação. Atualmente, estou seguro e na companhia de dois intrépidos jornalista da revista Vice, e, claro, de Sam. Nós não estamos em Belize, mas não completamente fora de perigo ainda", afirmou na postagem. Na manhã desta segunda-feira, a equipe de McAfee chegou a postar no site do empresário que não conseguia contato com ele desde sexta-feira. "Estamos muito preocupados com a segurança e o bem estar de McAfee", dizia o texto

Entenda o caso
John McAfee é o principal suspeito do assassinato do expatriado americano Gregory Faull, seu vizinho em San Pedro, Belize, país da costa nordeste da América Central, ao lado do México e da Guatemala. Faull foi encontrado morto com um tiro na cabeça na noite do dia 10 de novembro em sua casa. A polícia procurou McAfee no domingo (11) para interrogatório, mas ele se enterrou em um buraco na areia da praia, de onde observou a movimentação policial por 18 horas, e escapou dos agentes.

Para continuar fugindo da polícia, McAfee também pintou o cabelo. Ele permanece escondido. De acordo com o jornal El País, o milionário anda armado como um mercenário em Belize. Desde que iniciou sua fuga, McAfee acusou ex-funcionários de planejarem incriminá-lo e matá-lo e, numa entrevista, negou ser paranoico.

Segundo McAfee, que vem relatando sua fuga em um blog, ele está 'na mira' das autoridades desde que se negou a fazer uma contribuição a um político local. Em abril deste ano, ele teve sua casa em Belize invadida por policiais, que encontraram um laboratório de química, US$ 20 mil e um estoque de armas de fogo. McAfee chegou a oferecer US$ 25 mil como recompensa para quem provar sua inocência. Em 2010, McAfee vendeu para a Intel a empresa que criou em 1980. Desde então, não tem mais participação na companhia, que ainda leva seu nome.

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