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França revista lojas da Apple em inquérito por competição desleal

2 jul 2013
11h39
atualizado às 11h44
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O órgão de regulação de comércio francês revistou lojas e distribuidores da Apple no país europeu como parte de um inquérito sobre as práticas comerciais da companhia americana de tecnologia. Segundo o Finantial Times, o órgão afirmou apenas que foram vários locais investigados na última semana, sem dar mais detalhes.

Foto: Reuters

O governo francês tem ido atrás de gigantes dos Estados Unidos. As investigações da Apple começaram no ano passado, depois que a eBizcuss - até então a maior revenda da Maçã na França - entrou em colapso e fechou 15 lojas. A empresa abriu processo contra a companhia americana por práticas desleais de fornecimento. Há reclamações também de competição desleal e abuso de posição dominante.

Na semana passada, a maior revenda da Apple na Holanda também entrou em crise. A companhia não resistiu à mudança nas tendências de compra de computadores para smartphones mais baratos e à queda de consumo.

No Velho Continente, além da França a União Europeia também investiga a Maçã em ação antitruste quanto ao preço de iPhones e iPads. A reclamação, nesse caso, veio das operadoras de telecomunicações da região, que acusavam Cupertino de usar a posição de dominância para minar acordos de distribuição e promoções.

A França também investiga a Apple, em processo separado, junto com o Google e a Amazon, por causa das respectivas lojas online de aplicativos. O inquérito busca avaliar se houve imposições desleais a desenvolvedores e vendedores de apps nos varejos virtuais. O processo iniciou com a reclamação da editora Geste, sobre as condições restritivas impostas pela Apple para vendas de livros virtuais na App Store.

O país europeu vem tomando uma série de ações em relação a situações que envolvem gigantes da internet, e recentemente chegou a proibir o Yahoo! de comprar a divisão de vídeos DailyMotion, da France Telecom. A ministra da Cultura, Aurélie Filippetti, ameaça proibir promoções como entrega grátis e descontos da Amazon, para proteger o mercado livreiro tradicional local.

Fonte: Terra
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