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04 de janeiro de 2013 • 15h10 • atualizado às 15h11

Nexus 4 vendeu 400 mil unidades em 3 meses, calculam usuários

Quarta geração do Android "puro Google" é vendida a preço menor que concorrentes da Apple, Samsung e Nokia
Foto: Divulgação

O smartphone "puro Google" de quarta geração Nexus 4, assinado pela LG, passou três meses à venda por preço com desconto, mas ainda assim mal chegou às 400 mil unidades. Esse é o cálculo de usuários do fórum XDA Developers, segundo o The Guardian.

Eles analisaram os números IMEI - identidade única de cada aparelho - de seus próprios dispositivos, e usaram outros dados dos telefones, que permitiram calcular data e país de fabricação. A conclusão é simples: há menos de 400 mil aparelhos nas mãos dos clientes.

Os cálculos são semelhantes aos feitos na 2ª Guerra Mundial para avaliar a produção de tanques da Alemanha, e refeitos em 2008 para calcular quantos iPhones tinham sido produzidos nos primeiros nove meses de 2009 - nos dois casos, com grande precisão de acerto. Os usuários do XDA estimam em 70 mil Nexus 4 produzidos em outubro, 90 mil em novembro e 210 mil em dezembro.

A quarta geração do smartphone topo de linha do Google, tido como puro por ter o sistema operacional Android sem nenhuma alteração da fabricante, não acompanhou o mercado mundial. No terceiro trimestre, 170 milhões de unidades foram vendidas no globo - o Nexus 4 seria, então, apenas 0,23%. A LG fabricou um total de 14 milhões de aparelhos, dos quais 2,85% seriam do Google.

O topo de linha do gigante de buscas tem configurações semelhantes a rivais como o iPhone da Apple e o Samsung Galaxy S III, mas decepcionou consumidores porque estava esgotado no Google Play - onde saía quase por preço de custo - e demorou para ser entregue a quem efetivamente conseguiu comprá-lo.

Mas o que o Guardian avalia é que até a baixa venda pode ser uma estratégia do Google. Isso porque a linha Nexus oferece aos fãs de Android a chance de ter em mãos o que Mountain View idealiza como sistema operacional. Uma baixa produção atende á demanda desses usuários mais apegados, ao mesmo tempo sem irritar fabricantes parceiras do Android - as relações poderiam estremecer se o Google, desenvolvedor do software, fosse atrás de uma grande fatia do mercado de hardware.

 

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