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Nokia lamenta morte de Steve Jobs, "um autêntico visionário"

6 out 2011
06h12
atualizado às 06h21

O executivo-chefe da finlandesa Nokia, Stephen Elop, lamentou nesta quinta-feira o falecimento do cofundador da Apple, Steven Jobs, a quem qualificou de "um autêntico visionário" no mundo da inovação tecnológica.

"A paixão de Steve pela singeleza e a elegância deixa a todos nós um legado que irá perdurar por gerações. Hoje, meus pensamentos e os de todos os que trabalham na Nokia estão com seus amigos e parentes", afirmou Elop em um breve comunicado.

Jobs revolucionou o mercado da telefonia celular em 2007, com o lançamento do primeiro modelo de iPhone, e em poucos anos transformou a Apple no principal rival da Nokia no segmento dos smartphones.

Graças à crescente popularidade do iPhone, a companhia de Jobs tirou a Nokia do posto de maior fabricante mundial de smartphones no segundo trimestre deste ano, ao vender 20,3 milhões de aparelhos, 3,6 milhões mais que a gigante finlandesa, segundo a empresa de consultoria Strategy Analytics.

Em 2009, Apple e Nokia travaram uma longa batalha legal sobre supostas violações de propriedade intelectual de ambos os lados. Jobs e Elop puseram fim à chamada "guerra das patentes" em junho deste ano, quando as duas companhias assinaram um acordo para retirar todos os processos mediante o pagamento de uma indenização da Apple à Nokia.

Steve Jobs morre aos 56 anos

O cofundador e ex-presidente do conselho de administração da Apple morreu nesta quarta-feira aos 56 anos, vítima de um câncer no pâncreas que vinha tratando desde 2003. Perfeccionista, criativo, inovador e ousado, ele ajudou a tornar os computadores mais amigáveis e revolucionou a animação, a música digital e o telefone celular. Jobs marcou o mundo da tecnologia ao apresentar produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. Afastado da empresa desde 17 de janeiro para cuidar da saúde e sem prazo para voltar, o executivo renunciou ao cargo em 24 de agosto. "Sempre disse que, se chegasse o dia que eu não pudesse mais cumprir minhas funções e expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a informar. Infelizmente, esse dia chegou", dizia a nota à época.

A saúde de Jobs virou notícia em 2004, quando ele anunciou que passara por uma cirurgia para remover um tipo raro de câncer pancreático, diagnosticado em 2003, e que a operação fora bem-sucedida. Depois, em 2009, Jobs fez um transplante de fígado e ficou afastado da companhia que fundou ao lado do engenheiro Steve Wozniak por vários meses. Mesmo com as licenças, Jobs continuou ativo na tomada de decisões da empresa, chegando se reunir a portas fechadas com o presidente americano, Barack Obama, em fevereiro, e lançar o iPad 2, em março, surpreendendo ao subir ao palco para apresentar o produto.

Detalhes do estado de saúde de Jobs sempre foram um mistério. Uma fotografia que mostrava o executivo muito magro e com aparência debilitada (sobre a qual recaíram suspeitas de manipulação) foi publicada pelo site americano de celebridades TMZ dois dias após ele ter deixado o cargo de presidente-executivo da Apple. Em fevereiro, Jobs foi fotografado pelo jornal americano The National Enquirer na mesma clínica onde o ator Patrick Swayze, morto em setembro de 2009, recebeu tratamento para câncer de pâncreas.

Apple tirou a Nokia do posto de maior fabricante mundial de smartphones
Apple tirou a Nokia do posto de maior fabricante mundial de smartphones
Foto: Getty Images
EFE   
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