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01 de fevereiro de 2012 • 11h43 • atualizado às 12h56

Panasonic e Samsung devem propor investimento na Olympus

Olympus detém 70% do mercado mundial de endoscópios para diagnóstico
Foto: Getty Images
 

A japonesa Panasonic e a sul-coreana Samsung Electronics decidiram propor investimentos de capital na Olympus, em meio ao escândalo vivido pela fabricante de câmeras e equipamentos médicos, informou o jornal japonês Mainichi nesta quarta-feira. Um porta-voz da Panasonic afirmou que a companhia estava apurando a informação e que não tinha comentários imediatos. A Samsung preferiu não comentar.

Outras empresas já estão disputando a oportunidade de uma parceria com a Olympus, que detém 70% do mercado mundial de endoscópios para diagnóstico. A Fujifilm Holdings propôs uma aliança e a fabricante de equipamentos médicos Terumo afirmou que deseja reforçar seus elos com a companhia.

A gigante Sony também estaria interessada, de acordo com fontes. Outra companhia japonesa, não identificada, deve em breve apresentar uma proposta à Olympus.

A fabricante de equipamentos médicos e câmeras precisa reparar sua situação financeira em função de uma fraude contábil de US$ 1,7 bilhão que esgotou severamente seus ativos líquidos, segundo o jornal. Mas a Olympus não deve responder rapidamente a quaisquer abordagens. O presidente da empresa afirmou que decisões quanto a alianças serão tomadas pela nova equipe executiva, a ser eleita em assembleia geral de acionistas em 1° de abril.

O escândalo contábil estourou depois que a Olympus demitiu seu presidente-executivo, o britânico Michael Woodford, em 14 de outubro, o que o levou a denunciar as práticas de contabilidade do grupo. Desde então, a Olympus admitiu ter usado práticas contábeis indevidas para ocultar fortes prejuízos com investimentos, e está sendo investigada pela polícia do Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

As ações da Olympus caíram 50% desde que o escândalo explodiu, deixando a empresa com capitalização de mercado de apenas US$ 4,5 bilhões. Mas a companhia conta com o apoio de seus grandes acionistas japoneses, que preferem trazer um sócio que injete capital no grupo a vender a empresa toda ou alguns de seus ativos.

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