Samsung sofre 3° revés na Justiça alemã em disputa com Apple

atualizado às 10h18
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A Samsung Electronics sofreu nesta terça-feira sua terceira derrota nos tribunais alemães em duas semanas em uma série de processos contra a Apple por sua suposta violação de patentes. A Audiência Superior de Düsseldorf, no oeste da Alemanha, confirmou nesta terça-feira a proibição da venda do tablet Galaxy Tab da Samsung no país, ditada por uma instância inferior em meados do ano passado.

 Foto: AP
Audiência manteve proibição de venda dos tablets Galaxy Tab 10.1 e 8.9 por serem muito parecidos com o desenho patenteado do iPad 2
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Em 2004, anos antes da saída do iPad ao mercado, a Apple já tinha protegido com uma patente uma minuta de desenho de seu futuro tablet, protótipo com o qual o Galaxy Tab foi comparado pelos juízes alemães. Da mesma forma que na primeira instância, a Audiência Superior de Düsseldorf considerou que com seus tablets Galaxy Tab 10.1 e Galaxy Tab 8.9 a Samsung viola a patente da Apple, motivo pelo qual manteve a proibição de venda na Alemanha.

A Samsung espera poder driblar a proibição com o lançamento de seu novo tablet Galaxy Tab 10.1N, que modifica ligeiramente os modelos anteriores, embora a Apple já tenha comunicado que também lutará contra sua comercialização. Na última sexta-feira, a Audiência de Mannheim, no sudoeste da Alemanha, rejeitou outra reivindicação apresentada pela empresa sul-coreana ao considerar que a Apple não tinha violado a legislação de patentes pelo uso de uma tecnologia de transmissão de dados rápida de UMTS utilizada pelo iPhone e alguns tablets iPad.

Após expressar sua insatisfação pela sentença emitida pelos juízes de Mannheim, os advogados da Samsung indicaram que estudarão minuciosamente a sentença e se reservaram ao direito de apelar a uma instância mais alta, a Audiência Superior da localidade de Karlsruhe.A Samsung e a Apple mantêm há meses uma guerra de patentes com processos em diferentes países como Estados Unidos, Austrália, Japão, Coreia do Sul, Holanda, França e Itália, nos quais, segundo os analistas, as batalhas decisivas ainda estão por acontecer.

EFE    

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