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27 de abril de 2012 • 20h33 • atualizado em 27 de Abril de 2012 às 21h19

Yahoo! acusa Facebook de violar mais 12 patentes

Yahoo! iniciou a briga com o Facebook em fevereiro, e já recebeu troco da rede social
Foto: Reprodução
 

O Yahoo! informou nesta sexta-feira que apresentou na mesma data outra denúncia contra o Facebook, com duas novas alegações por violação de até 12 patentes. As novas alegações têm a ver com o funcionamento de sistemas de busca e publicidade.

"As acusações desta sexta-feira ressaltam a amplitude da violação do Facebook sobre a propriedade intelectual do Yahoo!", afirmou a empresa em comunicado, no qual lembra que suas tecnologias são a base de seu negócio e atraem 700 milhões de usuários por mês.

Em março, o Yahoo! apresentou a denúncia original por violação de dez patentes, um movimento que encontrou retorno em abril por parte da empresa rival com uma resposta na qual o Facebook assegurava que o Yahoo! violou patentes relacionadas com a publicidade na internet, controles de privacidade e redes sociais.

No novo processo, o Yahoo! nega as acusações e afirma que o Facebook não pode saber de forma suficiente sobre seus negócios, para confirmar se realmente estava violando as patentes. Um comunicado do Faceboook apontou que a empresa permanece "perplexa" diante das ações do Yahoo!. "Estamos em desacordo e continuaremos nos defendendo da melhor forma possível", disse o comunicado.

As reivindicações judiciais do Yahoo! acontecem quando o Facebook prepara sua entrada na bolsa de valores com uma oferta pública de venda de ações (IPO, na sigla em inglês), com a qual espera arrecadar cerca de US$ 5 bilhões.

Não é a primeira vez que o Yahoo! realiza uma operação similar a esta quando um de seus concorrentes está próximo a cotar nos mercados. Em 2004, denunciou o Google por um caso de patentes e fez com que seu rival lhe desse acesso preferencial para obter ações de sua companhia antes que entrasse na bolsa. Em troca, o Yahoo! teve que dar ao Google uma licença para o uso da tecnologia de busca na internet da qual tinha a patente.

EFE