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Traficantes publicam vídeos de assassinatos no YouTube

13 de fevereiro de 2007 12h44 atualizado às 13h00

Uma guerra de gangues de traficantes de drogas do México foi parar no site de vídeos YouTube, onde rivais ameaçam uns aos outros com apresentações de slides e filmes sangrentos de suas vítimas assassinadas.

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  • Um dos vídeos mostra um homem sendo morto com um tiro na cabeça e uma série de slides grotescos mostram outra vítima de execução. Mais de 2 mil pessoas morreram no ano passado na guerra entre o Cartel do Golfo, no nordeste do México, e traficantes baseados no Estado de Sinaloa, no oeste do país.

    O presidente mexicano, Felipe Calderón, enviou milhares de soldados para vários Estados do país para acabar com as quadrilhas, que decapitaram policiais e mataram soldados. Outro vídeo publicado no YouTube e chamado de "The Hit Men" mostra um homem algemado, aparentemente um membro do Cartel do Golfo sendo pego e surrado pela polícia. Ele foi colocado ajoelhado no chão pedindo clemência a seus captores. "Eles vão me matar", diz o homem no vídeo.

    Abaixo das imagens, usuários do YouTube elogiam os poderes do traficante Joaquin 'El Chapo' Guzman, chefe da quadrilha baseada em Sinaloa e arquiinimigo de Osiel Cardenas, o líder do Cartel do Golfo, recentemente extraditado para os Estados Unidos.

    Em uma mensagem publicada no site, um internauta oferece cerca de US$ 4,5 mil para qualquer um que mostrar prova de ter matado membros do exército privado do cartel, conhecido como Zetas. "As mensagens dão a impressão que membros do crime organizado estão participando", disse Jose Luis Manjarrez, porta-voz da Procuradoria Geral do México. "Não podemos excluir isso, mas não podemos assumir que seja totalmente verdade que o site está sendo usado como uma forma de comunicação do crime organizado", acrescentou. Ele afirmou que a polícia está monitorando o YouTube.

    Um porta-voz do site, que é controlado pelo Google, disse que a companhia "não permite vídeos que mostrem atos perigosos ou ilegais". Entretanto, vídeos publicados no site incluem uma cena de um homem sendo morto com um tiro na cabeça em um assassinato atribuído a membros do Zetas. O vídeo já foi visto mais de 280 mil vezes.

    O porta-voz do YouTube afirmou que cabe aos usuários apontarem vídeos como inapropriados e que todo o conteúdo marcado dessa forma é revisto pela empresa e pode ser removido.

    Apesar da ação do governo mexicano, a guerra dos traficantes continua mais ou menos da mesma forma este ano. Na semana passada, um grupo de homens vestidos como soldados matou a tiros sete pessoas em dois ataques contra postos policiais no resort de Acapulco, no Pacífico. O grupo foi acompanhado por dois homens que filmaram os ataques, mas as imagens, aparentemente, não foram publicadas no YouTube.

    Reuters
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