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Tecnologia

 
 

Tecnologia é parte integral da vida dos jovens, diz estudo

24 de julho de 2007 11h23 atualizado às 14h14

Embora os jovens apreciem a web, com seus amigos reais e virtuais, e mantenham os celulares sempre por perto, relativamente poucos deles gostam de tecnologia, afirma uma pesquisa que aponta que dos jovens que a admiram, muitos estão no Brasil, Índia e China. "Os jovens não consideram a tecnologia como uma entidade em separado. Ela é parte integral de suas vidas", disse Andrew Davidson, vice-presidente da VBS International Insight, uma divisão da MTV.

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Apenas uns poucos pensam na tecnologia como conceito, e só cerca de 16% usam termos como "redes sociais", de acordo com levantamentos sobre pessoas de oito a 24 anos publicados na terça-feira pela Microsoft e pela MTV Networks e Nickelodeon, subsidiárias da Viacom."

"Conversar com eles sobre o papel da tecnologia em seu estilo de vida seria como conversar com a garotada dos anos 80 sobre o papel dos escorregadores de parquinho ou dos telefones em suas vidas - ele existe, mas é invisível", disse.

As pesquisas envolveram 18 mil jovens de 16 países, entre os quais Reino Unido, Estados Unidos, China, Japão, Canadá e México. Os termos usados com mais frequência pelos jovens quando falam sobre tecnologia se referem a acesso gratuito a conteúdo, especialmente "baixar".

As pesquisas constataram que o usuário médio de computador na China tem 37 amigos online a quem nunca encontrou em pessoa, que os celulares têm maior probabilidade de servir como símbolo de status entre os indianos, e que um em cada três adolescentes no Reino Unido e Estados Unidos se declarou incapaz de viver sem um console de videogame.

"A maneira pela qual cada tecnologia é adotada e adaptada em todo o mundo depende tanto de fatores culturais e sociais locais quanto da tecnologia em si", disse Davidson.

Por exemplo, entre os jovens japoneses, o aparelho digital dominante é o celular, devido à privacidade que oferece e ao fato de que seja portátil, em um país no qual as residências tendem a ser pequenas e a privacidade limitada.

As pesquisas apontam que as crianças japonesas dos oito aos 14 anos têm em média um amigo online que não conhecem em pessoa, ante média mundial de cinco. Na China, 93% dos usuários de computadores entre os oito e os 14 anos têm mais de um amigo online a quem nunca encontraram pessoalmente.

Reuters
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