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 Ministro australiano ataca o Google por privacidade
25 de maio de 2010 09h17

Um alto funcionário do governo australiano acusou o Google de haver provocado a maior quebra de privacidade da história com seu programa Street View. O ministro de Comunicações, Stephen Conroy, criticou severamente a companhia norte-americana devido ao fato de os carros que circulam pelo mundo fotografando as cidades terem compilado dados de redes sem fio.

Entretanto, segundo o Google, as críticas de Conroy surgem em função das críticas da empresa aos planos do governo australiano de implementar um filtro para bloquear conteúdos considerados ilegais na internet.

O Google reconheceu, na semana passada, que durante os três últimos anos recolheu, "por erro", informação de usuários particulares da internet através de redes sem fio Wi-Fi que não estavam protegidas.

Para Conroy, não se tratou de "um erro". "Realmente foi algo deliberado, o programa informático que recolheu os dados foi desenhado para captar estas informações", disse. "Eles consideram que têm legitimidade para tomar decisões sobre a privacidade das pessoas e que podem percorrer as ruas recolhendo informação privada e fotografando", acrescentou.

De acordo com o correspondente da BBC na Austrália, Nick Bryant, a arremetida do ministro foi "selvagem", e ele chegou a qualificar de "asquerosa" a atitude do diretor-executivo do Google Eric Schmidt.

Google nega
O Google reconheceu que a informação coletada anteriormente de redes sem fio pdem incluir partes de alguma mensagem eletrônico, de textos, fotografias ou até mesmo algum site que o usuário estava consultando.

No blog oficial da companhia, os responsáveis asseguraram que ao perceberem o problema impediram que os automóveis recolhessem informações das redes Wi-Fi. O Google isolou os dados recolhidos em sua rede.

A companhia pediu a um terceiro que examine de maneira precisa para saber que dados foram recolhidos.

BBC
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