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 JPMorgan reduz avaliação do Google por vendas do Nexus One
07 de julho de 2010 15h43 atualizado às 16h16

O JPMorgan Securities reduziu sua avaliação de preço para as ações do Google em 11%, para us$ 566, e reduziu sua projeção para o segundo trimestre, em parte devido ao cancelamento das vendas online dos celulares inteligentes (smartphones) Nexus One, produzidos pela companhia.

Os analistas afirmam também que a incerteza quanto ao futuro do Google na China afetou a avaliação de suas ações. O corte na estimativa de valor surge enquanto o pedido de renovação de licença para a página chinesa do Google está sob revisão.

As ações do Google caíram em mais de 30 por cento desde o começo do ano, fechando em US$ 436,07 na Nasdaq, terça-feira, depois de atingirem os US$ 626,75 no final de 2009.

Embora a incursão do Google ao software para celulares tenha sido um sucesso, o celular Nexus One foi considerado como tropeço para a empresa, por muitos analistas, porque o aparelho concorria diretamente com os produtos dos muitos fabricantes de celulares que dependem do sistema operacional Google Android para alguns de seus modelos mais avançados.

Em maio, o Google anunciou que fecharia a loja online de celulares aberta quatro meses antes, e que em lugar disso trabalharia por intermédio de parceiros para vender o aparelho no varejo.

Para o segundo trimestre, o JPMorgan antecipa que o Google registre lucro por ação de US$ 6,38, sobre receita de US$ 4,92 bilhões, ante projeção anterior de US$ 6,61 de lucro por ação sobre receita de US$ 5,07 bilhões.

A corretora antecipa que a receita trimestral do Google caia em cerca de US$ 30 milhões ante o período anterior, devido à sua decisão de suspender a venda online dos celulares Nexus One.

"No entanto, com base em verificações em canais de busca e em nossas expectativas de um forte desempenho no segundo trimestre, antecipamos que a receita nacional da empresa, excluídos os celulares, cresça em 2,3% ante o período anterior," informou o JPMorgan em nota aos clientes. A corretora manteve sua recomendação de compra de ações do Google.

Reuters
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