FISL 2011

 
 

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 Atelier Livre traz arte para o fisl11
22 de julho de 2010 10h14 atualizado em 24 de julho de 2010 às 17h48

Computadores feitos com sucata são destaque na fisl 11

Rafael Maia
Direto de Porto Alegre

Esqueça o estereótipo dos afcionados pelo mundo digital e deixe de lado toda a frieza da técnica das peças eletrônicas. O Atelier Livre, uma das novidades do fisl11, veio para mostrar que existe, sim, um espaço para a arte dentro do mundo cibernético.

O fórum não criou o projeto, mas foi ele quem agregou diversas iniciativas que entendiam que há um valor social e artístico por de trás do aparato tecnológico.

Oriel Frigo, 23 anos, organizador do Atelier, conta que o espaço destinado a eles dentro do fisl11 é o da experimentação. Oriel pertence ao grupo MuSA - Multimídia, Sistema e Artes - da cidade de Joinvilleem Santa Catarina. O convite para participar do fórum, em Porto Alegre, surgiu pelos trabalhos que o grupo apresentou no Festival de Robótica Livre, em edições anteriores do fisl.

Um dos projetos de que o grupo mais se orgulha é a planta robótica PhytoKetiné. A estrutura sobre a qual o vegetal se encontra é munida de sensores de umidade e de luz. A planta, então, torna-se um agente autônomo, procurando sozinha por luminosidade. O site da iniciativa, que pode ser acessado pelo endereço musa.cc possui um vídeo que mostra a experiência posta em prática.

A diretriz artística do Atelier, no entanto, não apaga a preocupação social. Para André Luiz Ferreira, 31 anos, participante do projeto encabeçado pelo colégio Marista da cidade gaúcha de Santa Maria, a arte que faz é mais do que uma simples brincadeira. "Para pessoas que não tiveram condições de estudo, este trabalho significa também geração de renda e aprendizagem", explicou.

Em Santa Maria, quando ações especiais da polícia recolhem máquinas caça-níquel, elas são entregues para ele e sua equipe. Com as peças, eles montam novos brinquedos eletrônicos e até mesmo computadores e instalam neles o software livre para distribuição em comunidades carentes.

No fisl, uma bancada cheia de sucatas convida os visitantes a brincar com o material e experimentar. Scratcher feito a partir de um disco rígido, por exemplo, é um dos trabalhos já realizados.

O espaço do Atelier Livre no fisl11 é também um espaço para a liberdade da imaginação.

Redação Terra