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 Empresas debatem a neutralidade da rede
06 de agosto de 2010 18h55

O Google e um dos maiores provedores de internet dos Estados Unidos, a Verizon, revelaram ontem que estão negociando um acordo sobre neutralidade de rede, o que serviu para reabrir o debate sobre os conteúdos de acesso na internet no país.

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e acordo com o diretor da Google, Eric Schmidt, "ambas empresas consideram essencial que a internet continue sendo uma plataforma aberta e sem restrições, na qual o público possa acessar qualquer conteúdo ¿ sempre que seja legal -, assim como os serviços e as aplicações que deseje", explicou.

Esse anúncio chega em um momento em que o Governo dos Estados Unidos está definindo o que é, exatamente, a neutralidade da rede e que normas devem propor para regulamentá-la. A Comissão Federal das Comunicações (FCC em sua sigla, em inglês), sob a Casa Branca convocou a Verizon, Google, AT&T e a Skype para uma série de debates em portas fechadas sobre o assunto.

Há meses o governo e as empresas de conteúdos online, como o Google, Amazon e o Skype, vêm pressionando o Congresso dos Estados Unidos para que haja uma legislação a respeito da neutralidade de rede, entendida como a proteção igualitária a todo aquele que queira publicar conteúdos na internet.

Seguindo esse princípio, todas as provedoras de internet teriam sido proibidas de deixar o tráfego da internet mais lento (como nas redes de compartilhamento de arquivos P2P).

Mercado livre
Em realidade, o Google foi uma das empresas que mais insistiram para manter vivo esse debate. As grandes operadoras telefônicas e de internet defendem que o governo deveria manter este mercado livre. No último abril receberam, de fato, o respaldo da Justiça norte-americana.

Desde então, um tribunal de apelações de Washington estabeleceu que o governo não tem direito de obrigar as empresas de telefonia a tratarem seus clientes com neutralidade. Ou seja, um provedor pode discriminar um usuário que utilize programas que ocupem uma quantidade excessiva de largura de banda, como as redes de compartilhamento e download de arquivos. Os provedores de conexão mandam, segundo essa opinião judicial, sobre suas redes.

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