Segundo Pete Cashmore, fundador e CEO do site Mashable, em sua coluna semanal para o site da CNN.com, o fim do Google Wave é somente mais um passo em direção à ruína da empresa no quesito social. Ele afirma que a morte desse serviço, que prometia uma revolução nas comunicações da web, evidencia a falta de forças do Google na área dos serviços de networking.
A ferramenta, abandonada pela empresa na última semana, havia criado bastante expectativa, mas acabou sendo apenas mais um de seus típicos produtos: tecnicamente avançada, incrivelmente ambiciosa e quase impossível de usar. No fim, poucos se esforçaram para entender seu funcionamento, muito complexo para a maioria dos usuários.
O mesmo destino aguarda o Google Buzz, prevê Cashmore. "A cópia óbvia do Twitter parecia boa na teoria, mas a inabilidade da Google em criar ferramentas sociais simples e atrativas tornou o serviço mais incômodo do que interessante", afirmou.
O CEO do Mashable ainda acredita que Mark Zuckerberg, criador do Facebook, deve estar bastante contente com a situação, já que a gigante das buscas seria uma das poucas empresas em condições de criar um concorrente significativo para seu site.
A falha da Google em desenvolver serviços de engajamento social é mais desastrosa do que parece, já que hoje as redes não são apenas pa ssatempo de adolescentes. Elas agradam a todos os públicos e possibilitam a personalização das buscas, das propagandas e iniciaram a tendência dos games sociais.
O Facebook, por outro lado, construiu uma base de cerca de 500 milhões de usuários, com informações pessoais suficientes para oferecer anúncios específicos para cada público-alvo, além de ferramentas de busca mais personalizadas do que a Google jamais esperou conseguir apenas com algoritmos.



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