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 Rio Info: Maddog ensina como ganhar dinheiro com open source
31 de agosto de 2010 17h30

Rodrigo Teixeira
Direto do Rio de Janeiro

Um das palestras mais esperadas no Primeiro dia do Rio Info 2010, encontro que reúne no Rio, pela oitava vez, autoridades, empresas de TI e lendas do cenário tecnológico para debater os rumos desta indústria no país, foi a do norte americano Jon "Maddog" Hall, um dos mais importantes militantes do movimento mundial de Software Livre. Ele atua na área de informática desde 1969, é membro de conselhos de várias empresas e organizações não governamentais, incluindo a Associação USENIX.

Um orador excepcional, mesmo sem tradução simultânea, contagiou os ouvintes com o seu carisma, com sua barba branca, óculos e brinco nas orelhas. Ele nos remete a figura do Papai Noel. No início de sua fala, tirou gargalhadas do público, olhou para o seu computador, não titubeou e disse "cuidado com este computador rapaz (técnico que preparava a sua apresentação), tem fotos de amigos e pornografia".

Pessoa e de analogias e exemplos que encantam o público, Jon Hall apresentou de forma dinâmica e criativa como gerar oportunidades através do uso de software de código aberto. "Não existe mágica, existe um plano de negócios, um investimento inicial e um interesse em fazer seu negócio crescer e se multiplicar", afirmou.

Maddog afirma que o software tem que se adaptar à realidade da empresa. "O software não é uma comódite, igual a uma lata de milho que se compra no mercado, ele deve se adequar à empresa e ao negócio, ter funcionalidade", disse.

Os estudantes universitários de Engenharia da Computação, Rodrigo Duarte (19) e Gilmar Costa (24), o consideram um mito, "Papa do Linux". Rodrigo afirma que o trabalho de Maddog vai além de difundir a cultura Open Source, de código aberto. "A ideia dele é genial, ao invés de se vender o software, ele propõe a venda do serviço. A Microsoft (Windows) vende o software, Open Source vende o serviço, porque o programa vem de graça. O suporte pode ser dado de diversas formas, pólos de telefonia, PABX por exemplo", contou Rodrigo.

E devido a isso, a manutenção desse sistema tem quase custo zero. "O código sendo aberto, o suporte se torna mais barato, não se precisa de alguém com um treinamento específico de uma empresa ou autorização previa" opinou Rodrigo.

Os softwares de código fechado como o Windows, por exemplo, apresentam alto custo e não permitem uma adaptação para a realidade de uma empresa. Segundo Maddog, o software deve ser desenvolvido de acordo com a demanda do negócio.

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