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 UE quer garantir "direito ao esquecimento" em redes sociais
17 de março de 2011 11h19 atualizado às 12h56

Retirada de dados da rede deve ser um direito do usuário, não uma possibilidade. Foto: Flávia de Quadrosindicefoto.com/Divulgação

Retirada de dados da rede deve ser um direito do usuário, não uma possibilidade
Foto: Flávia de Quadrosindicefoto.com/Divulgação

A vice-presidente da comissão responsável pela Justiça da União Europeia, Viviane Reding, anunciou na quarta-feira em Bruxelas que vai apresentar uma proposta legislativa para proteger o "direito ao esquecimento" nas redes sociais. De acordo com o site espanhol 20 minutos, o objetivo da iniciativa é que os usuários possam exigir que empresas como o Facebook apaguem completamente as suas informações pessoais ou fotografias quando deixarem a rede.

Ainda segundo o site, Viviane quer modernizar a legislação para que "as pessoas tenham o direito, e não apenas a possibilidade, de retirar o seu consentimento para processamento de dados". A primeira ação da reforma será o direito a ser esquecido que implicará um conjunto completo de novas regras para atender aos riscos que cercam a privacidade na internet.

A proposta irá exigir que redes sociais como Facebook garantam a privacidade como padrão, de forma que os dados do usuário não possam ser processados, a menos que seja consentido.

Para isso, Bruxelas exigirá maior transparência das redes sociais, que serão obrigadas a informar aos usuários sobre os dados coletados, para que fins, como eles podem ser utilizados por terceiros e quais são os riscos para não perder o controle sobre suas informações pessoais. A Comissão exigirá ainda que as empresas de fora da União Europeia que processarem dados dos cidadãos comunitários também cumpram com essas regras.

Terra