Palestra "O hacker é o novo revolucionário?" discute o papel dos hackers no contexto das revoluções e movimentos populares
Foto: Fernando Borges/Terra
- Simone Sartori
- Direto de São Paulo
"Acho absolutamente legítimo pichar site no dia de hoje. Acho que não tem diferença entre pichador e grafiteiro, hacker e cracker. São manifestações legítimas. Se eu vou pichar um site, não farei isso porque acho que não é a melhor maneira de me manifestar, mas acho que é válido. Se aparecerem centenas de pessoas fazendo essa ação indica uma vontade política de agir. O cara que está pichando um site não está pegando em armas, ele está se manifestando (sobre alguma ideia)", afirmou o consultor de social media.
Ao ser questionado sobre hackers que teriam anunciado a intenção de invadir o Facebook, Markun polemizou e disse considerar a rede social de Mark Zuckeberg "é do mal pra c..." e se disse contra as regras de participação, com pessoas "isoladas em cercadinhos".
Maira Begalli, da rede MetaReciclagem, que propõe a "desconstrução" da tecnologia para a transformação social, também participou do debate e defendeu a internet como um meio capaz de mobilizar a sociedade "sem voz", no que diz respeito à busca de soluções para problemas sociais.
"A internet consegue mobilizar muito mais pequenas políticas de grupos organizados sem voz, com demandas muito específicas e algumas até muito urgentes, como falta de água, de energia elétrica, muito mais que uma política partidária. A grande questão é você ter acesso aos dados de um site e torná-los públicos para trazer um debate para a sociedade, fazer uma discussão em prol de políticas públicas. Pichar um site na internet (sem um objetivo social) é outra coisa.
Durante a discussão, um estudo inédito, divulgado pelas empresas Multifocus/NetQuest, apontou que 30% de 1.273 entrevistados consideram que os "últimos acontecimentos" colocam os hackers como agentes principais de protestos contra governos corruptos. Outros 24% consideram que invadir sites e roubar informações é atitude justificável no combate à corrupção e 23% acreditam que o trabalho dos hackers hoje é democratizar a informação, revolucionando o controle que a imprensa tem daquilo que deve ou não ser divulgado.
O festival youPIX, autodenominado o maior de cultura de internet do Brasil, segue até esta sexta-feira, no Porão das Artes, no Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. A programação completa do evento pode ser conferido no endereço: http://www.youpix.com.br.
- Terra

























































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